AVALIAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO
O levantamento foi realizado em 20 de janeiro e ouviu 1.060 pessoas, em diferentes pontos de fluxo do município
Da Redação BS9
03/02/2023 — sexta-feira às 18h01
9678505573 894736ea9a w - Foto: Reprodução/PMP/Edilson Almeida
A mais recente pesquisa Badra de opinião aponta que o prefeito de Peruíbe, Luiz Maurício, tem sua forma de governar reprovada por 58,9% dos moradores-eleitores. Na outra ponta, 34,7% da população aprova sua gestão. Exatamente 6,4% dos entrevistados responderam não saber avaliar.
O levantamento foi realizado em 20 de janeiro e ouviu 1.060 pessoas, em diferentes pontos de fluxo do município. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
Faltando menos de dois anos para deixar a Prefeitura, em nenhum momento de seu governo o político viu sua aprovação ser maior que a rejeição, acumulando sucessivos índices de reprovação nos levantamentos semestrais realizados pela Badra.
O atual chefe do Executivo foi reeleito em 2020 com apenas 29,7% dos votos válidos, o que significa que 3 em cada 10 eleitores que votaram. Em relação ao eleitorado total da cidade, a situação é ainda mais constrangedora: 19,5%, ou seja, foi eleito só por 2 em cada 10 eleitores aptos a votar no pleito.
Luiz Maurício recebeu, na oportunidade, 10.734 votos. A abstenção, ou seja, a quantidade de eleitores que não comparecerem para votar foi de 18.925 pessoas.
CONCEITO
Instados a avaliar a Administração Municipal por conceito (ótima, bom, regular, ruim ou péssima), 23,7% declararam considerar o governo ótimo/bom, enquanto 38,2% o consideram ruim/péssimo. Para 35,7% dos ouvidos o desempenho é regular. Outros 2,5% não souberam avaliar. A avaliação ruim/péssimo, portanto, superar até mesmo a regular.
Comentário do Juvenal
Peruíbe é mais um triste exemplo da aberração que é o sistema eleitoral brasileiro. Pouca gente observa isso, mas o prefeito Luiz Maurício foi reeleito por apenas dois em cada dez eleitores de Peruíbe. Em 2020, quando a eleição foi realizada, a cidade tinha 59.352 eleitores aptos a votar.
Do ponto de vista prático, o “candidato” vencedor na eleição de 2020 foi abstenção, com quase o dobro dos “votos” obtidos pelo prefeito. E que não me venham com a lenga-lenga que isso é comum na maioria das cidades. Não mesmo. Não chegou a acontecer nem em 5% dos municípios do Estado de São Paulo.
E olha que nesse número não estão somados os que votaram branco e nulo. A verdade é que a maioria dos eleitores optou por jogar o voto fora, a dar seu voto para qualquer um dos candidatos. É assustador, mas explica por que em momento algum de seu governo Luiz Maurício teve, de fato, apoio popular.
Pode parecer filosófico demais, ou “dilmista” demais, digamos assim, mas há vitórias que não são vitórias, moralmente são derrotas. E contra números não há argumentos.
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