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Nutricionista alerta para o perigo dos alimentos ultraprocessados

Eles acabam sendo uma opção mais prática na correria do dia a dia

Por Lucas Campos - Redação BS9

Por Lucas Campos - Redação BS9

11/05/2022 — quarta-feira às 05h15

Nutricionista alerta para o perigo dos alimentos ultraprocessados

O consumo desse tipo de alimento aumenta em 10% o risco de doenças cardiovasculares e cânceres - (foto: Freepik)

Mesmo sabendo que alimentos ultraprocessados são prejudiciais à saúde, milhares de brasileiros fazem essa escolha com a correria do dia a dia por serem opções estrategicamente mais práticas de preparo. Inclusive, isso se intensificou durante a pandemia. Dados do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) mostram que a população de 45 a 55 anos passou a consumir 7% a mais desses produtos -salgadinhos e pacotes de bolacha foram os que mais aumentaram, cerca de 35%.

"Por serem alimentos compostos por bastante açúcar, gordura, conservante, sódio, pobre em fibras e com poucas vitaminas, esses alimentos aumentam o índice de obesidade e doenças crônicas", explica a nutricionista Luana dos Santos, que atua nas cidades de Cubatão e Santos. Entre os alimentos ultraprocessados destacam-se as bolachas, salgadinhos, refrigerantes, macarrão instantâneo, salsichas e muitos outros.

Além disso, o consumo desse tipo de alimento aumenta em 10% o risco de desenvolver doenças cardiovasculares (hipertensão, diabetes, AVC, entre outras) e até cânceres. Tanto que, em muitos acompanhamentos médicos, um dos principais tratamentos é a adoção de uma dieta equilibrada e saudável, dando preferência para produtos in natura, como as frutas, legumes e verduras orgânicas.

Luana explica que esse é um risco desde a infância, já que com as crianças eles são ainda maiores por não trazerem nenhum valor nutricional, e expondo o paladar dos pequenos em alimentos com alto teor de açúcar e gorduras, aumentando ainda mais o índice de obesidade infantil a longo prazo e pré dispondo doenças crônicas.

"Uma alimentação saudável depende de vários fatores. Ter informação é muito importante. Inclusive é um direito nosso ter acesso à informação correta", explica Luana. Por isso, a melhor maneira de evitar esse tipo de alimento é começar a mudar os hábitos. Além disso, é válido procurar um tratamento nutricional e, em conjunto com a redução do consumo dos alimentos ultraprocessados, praticar exercícios físicos e beber bastante água.
 

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