OPERAÇÃO NÁCAR
Essa foi uma das medidas cautelares impostas pela Justiça para que eles não fossem presos preventivamente
Por Alexandre Fernandes - Redação BS9
03/05/2022 — terça-feira às 15h26
Válter e Edna Suman no momento em que deixam o Fórum da Justiça Federal, em Santos - Reprodução/Redes sociais
O prefeito afastado de Guarujá, Válter Suman (PSDB), e a esposa Edna Suman compareceram nesta terça-feira, dia 3, ao Fórum da Justiça Federal, no Centro de Santos, onde colocaram tornozeleiras eletrônicas. Os dois são acusados de chefiar uma organização criminosa que desviava dinheiro público.
A medida cautelar foi uma contrapartida imposta no fim de março pelo desembargador do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) Nino Toldo, após a Polícia Federal (PF) ter pedido a prisão preventiva de Suman, Edna e o ex-secretário de Educação de Guarujá, Marcelo Nicolau.
A Operação Nácar da PF investiga Suman por, supostamente, chefiar uma quadrilha que desviava recursos públicos por meio de contratos com organizações sociais. O operador seria Nicolau.
Ele e Suman chegaram a ser detidos no dia da deflagração da primeira fase da Operação Nácar, em 15 de setembro de 2021. Na ocasião, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos dois. Eles ficaram três dias na Penitenciária I de São Vicente.
À época a PF divulgou ter encontrado R$ 70 mil na residência de Suman em Guarujá; outros R$ 300 mil em cédulas de R$ 50 em um apartamento da família, no bairro Pompeia, em Santos; e R$ 42 mil escondidos em uma caixa de máscaras de proteção facil no gabinete do prefeito.
Também foram apreendidos veículos e joias. Ao todo, a Justiça bloqueou mais de R$ 110 milhões das contas de todos os acusados.
Outras medidas
Apesar de ter negado a prisão preventiva de Válter Suman em março deste ano, o desembargador Nino Toldo determinou o seu afastamento do cargo de chefe do Executivo de Guarujá. Afinal, ele e a esposa não podem mais entrar na Prefeitura.
Uma outra medida cautelar imposta pela Justiça foi a proibição aos investigados de se comunicarem uns com os outros. No caso de Suman e Edna foi aberta uma exceção, já que eles são familiares.
Vereadores investigados
Na Câmara dos Vereadores uma nova Comissão Processante foi instaurada para analisar um possível impeachment do prefeito. O pedido foi feito pelo engenheiro e advogado José Manoel Ferreira Gonçalves. Ele já havia protocolado uma solicitação no fim de 2021, que também foi aprovada pelos vereadores. Mas em dezembrro Suman acabou absolvido.
Falando em Câmara, cinco vereadores também foram citados na investigação da Polícia Federal: do PSB, Mário Lúcio da Conceição e José Francinaldo Ferreira de Vasconcelos, o Naldo Perequê. Do PP, Edmar Lima dos Santos, o Juninho Eroso, e Walter dos Santos, o Nego Walter. E do PTB, Sirana Bosonkian. Todos eles seguem cumprindo seus respectivos mandatos.
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