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Ação elimina oito focos de Aedes aegypti na orla de Santos

Este ano, até o momento foram registrados 24 casos de dengue e 12 de chikungunya na cidade

Redação BS9

Redação BS9

21/04/2022 — quinta-feira às 13h01

Ação elimina oito focos de Aedes aegypti na orla de Santos

Ralos, lixeiras, garrafas pet e conduítes foram alguns dos locais na orla onde houve focos detectados - Fotos: Carlos Nogueira/PMS

Garrafa pet, ralo, lixeira e conduíte são alguns dos locais na orla de Santos onde foram encontrados nesta quinta-feira, dia 21, oito focos com larvas do mosquito Aedes aegypti - transmissor da dengue, chikungunya, zika e febre amarela urbana.

A ação envolveu 32 agentes da Seção de Controle de Vetores, da Secretaria de Saúde, que atuaram em duas equipes pelas faixas de areia e jardins do José Menino à Ponta da Praia.

A localização dos criadouros será repassada à Secretaria de Serviços Públicos para que providencie os trabalhos necessários para erradicação dos focos, de acordo com Ana Paula Favoreto, chefe das atividades técnicas do Controle de Vetores. Em 2022, até o momento houve 24 casos de dengue e 12 de chikungunya entre munícipes de Santos.

Orientação e cuidados    
“Mosquito é perigoso e pode deixar a gente doente”, afirmou a pequena Laura Costa Amaral, de quatro anos. Moradora de Praia Grande, ela visitou com os seus pais, César e Francieli, a barraca da equipe de Informação, Educação e Comunicação montada na Praça das Bandeiras, no Gonzaga, ponto de encontro dos profissionais de saúde.

Ali, a menina aprendeu com as agentes Geovana Loureiro e Sarah Ermenegildo que não se pode deixar água em recipientes e como lavá-los adequadamente com bucha para retirar os ovos resistentes, que ficam presos nas laterais.

“Nós estamos sempre atentos e orientando a Laura”, comentou o pai, que considera “excelente” a realização de campanhas frequentes para manter a população alerta.

Rosângela Maria de Souza, residente em São Vicente, sabe muito bem a importância de cumprir as orientações de combate ao Aedes aegypti, uma vez que os focos podem surgir de um dia para o outro.

“Em 2010, e em apenas três dias, minha filha faleceu de dengue hemorrágica. Ela estava com 17 anos”, comentou, explicando que o contágio ocorreu em sua própria casa, então no Guarujá, durante a reforma do piso do quintal.
 
Desde então, Rosângela adotou como prática diária orientar as pessoas e eliminar eventuais focos. “Vivo tirando latinha das calçadas, embocando garrafas, eliminando água de recipientes e postando alertas nas redes sociais”.
 
Condomínio
Depois de adoecer três vezes com dengue e chikungunya, José Alberto Almeida, síndico de um prédio na Avenida Marechal Deodoro, no Gonzaga, reforçou os cuidados nas áreas comuns e nos 34 apartamentos.

O condomínio fornece cloro e tela para cobrir os ralos, adquiriu aparelhos eletrônicos contra insetos para as áreas comuns e os empregados dispõem de repelente para uso diário, além da parceria com um prédio vizinho.

“Temos que trabalhar em conjunto para evitar a proliferação do mosquito. Na área em volta do meu prédio, estou sempre atento”.

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