PEGA O GATO
Com apoio da Polícia Civil, companhia realizou inspeções em 65 unidades consumidoras
Redação BS9
20/04/2022 — quarta-feira às 12h22
A Operação Fraudes e Furtos durou sete horas e contou com o apoio da Polícia Civil - Divulgação/CPFL
A CPFL Piratininga, distribuidora que atende 1,8 milhão de clientes em 27 municípios no litoral e interior paulista, realizou, nesta quarta-feira, dia 20, uma operação de combate a fraudes e furtos de energia, os famosos gatos, em São Vicente na Baixada Santista. Em parceria com a Polícia Civil, a empresa inspecionou, até às 15 horas, 65 unidades consumidoras.
A ação identificou 11 fraudes de 37 relógios de energia avaliados e mais 26 ligações clandestinas das 28 verificadas. Os pontos estavam localizados no bairro Vila Mateo Bei, em São Vicente.
Operação Fraudes e Furtos
Essas operações de inspeção têm como objetivo coibir a prática ilegal, que causa o encarecimento das tarifas para todos os clientes da distribuidora, pioram a qualidade do fornecimento de energia e colocam em risco a vida da população. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) distribui parte dos prejuízos causados pelas perdas
comerciais, como são denominadas as fraudes, no momento das revisões tarifárias.
Vale lembrar que as fraudes e furtos de energia são crimes previstos no Código Penal, e a pena pode variar de um a quatro anos de detenção. Também são cobrados dos fraudadores os valores das tarifas referentes a todo o período em que ocorreu o roubo, acrescidos de multa.
Outra consequência negativa é a piora na qualidade do serviço prestado. As ligações clandestinas sobrecarregam as redes elétricas, deixando o sistema de distribuição mais suscetível às interrupções no fornecimento. Consumidores que cometem o crime também estão colocando em risco as suas vidas e da população. Pessoas não habilitadas que tentam manipular o medidor de energia ou realizar ligação direta na rede podem causar acidentes graves, até mesmo fatais.
Em 2021, a CPFL Piratininga identificou 12,5 mil fraudes clandestinas na região da Baixada Santista. Isso significa em 62.6 GWh de energia recuperada, o que abasteceria cerca de 30 mil residências por um ano.
Entre as cidades com mais casos de furto de energia estão Praia Grande, com 3.387, São Vicente, que teve 3.256, e Santos, com 3078. Por fim, Guarujá e Cubatão registraram, respectivamente, 1.749 e 1.117 casos.
Consumidores da CPFL podem contribuir, de forma absolutamente segura e sigilosa, para o combate aos furtos por meio dos canais de denúncia disponibilizados pela concessionária. Denúncias podem ser realizadas pelo aplicativo CPFL Energia (Android)/(iOS), pelo site https://www.cpfl.com.br/denuncia-de-furto-de-energia, pelo e-mail [email protected].
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