EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Programa Beco Limpo foi lançado oficialmente; primeiros alunos vão receber bolsa-auxílio
Redação BS9
18/04/2022 — segunda-feira às 18h48
Jovens de 16 a 22 anos vão atuar nas comunidades disseminando conhecimento sobre preservação ambiental - Carlos Nogueira/PMS
O Programa Beco Limpo, que tem o objetivo de reduzir a quantidade de lixo no mar em Santos, foi lançado oficialmente na tarde desta segunda-feira, dia 18, na sede do Instituto Arte no Dique, no Rádio Clube. Os primeiros 25 alunos do projeto, que receberão bolsa-auxílio pela atuação nas comunidades, foram recepcionados por autoridades municipais.
Os participantes terão aulas em quatro dias da semana, onde aprenderão desde o cultivo de plantas à reutilização de materiais, além de se tornarem multiplicadores de conhecimento socioambiental para toda a comunidade. O objetivo é que os jovens transformem os hábitos dos moradores dos bairros Vila Gilda, Vila dos Criadores e São Manoel, região de palafitas, a fim de diminuir o descarte de resíduos sólidos no mar.
"Esse projeto surgiu da análise e diagnóstico do lixo que aparecia nas praias, onde constatamos que boa parte tinha origem nas palafitas. Então nós buscamos uma alternativa de trabalhar na fonte, ou seja, desenvolver essa consciência coletiva, esse sentimento ambiental na população para atuarem na preservação do mangue. Dessa maneira, também evitamos a poluição através do canal do estuário até a praia”, explicou o secretário municipal de Meio Ambiente, Marcos Libório.
Preservação ambiental
O Programa Beco Limpo tem o objetivo de contribuir com a educação ambiental, autogestão de resíduos sólidos, engajamento social e geração de renda na região das palafitas de Santos. Por meio do projeto, jovens de 16 a 22 anos disseminarão conhecimento sobre preservação ambiental em meio aos moradores, como agentes comunitários de meio ambiente, recebendo bolsa-auxílio de R$ 400,00.
Cada turma terá 25 alunos, que ficarão no projeto durante um ciclo, ou seja, quatro meses. Após este período, os alunos se formam e outros 25 jovens entram no projeto. Para participar, além da idade, é preciso morar na região das palafitas, ter disponibilidade de horário e compromisso com o programa. As inscrições para o próximo ciclo devem iniciar em julho, um mês antes da formação da primeira turma.
A duração inicial do programa é de três anos, período em que o impacto do projeto sobre as comunidades será estudado. “A ideia é analisar no decorrer do trabalho e observar se o formato que estamos seguindo é o que atinge o nosso objetivo ou se precisa de alguma mudança. A ideia é continuar, sim, educando a população local. Não existe uma solução única, mas toda solução precisa envolver a população, o que é uma característica desse projeto”, afirmou Libório.
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