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Guardas civis de Santos que reanimaram aposentado são homenageados

Agnaldo, que havia sofrido uma parada cardiorrespiratória no calçadão da praia, reencontrou a dupla que o salvou

Redação BS9

Redação BS9

15/03/2022 — terça-feira às 16h01

Guardas civis de Santos que reanimaram aposentado são homenageados

Agnaldo, a esposa Valdete e a filha Paolla posam para fotos com os guardas Antonio Carlos e Aldemar - Fernando Arrais/PMS

Há um mês, mais precisamente no dia 13 de fevereiro, o aposentado Agnaldo José da Silva, de 64 anos, foi socorrido no calçadão da praia em Santos por dois guardas civis municipais (GCM). Agnaldo teve uma parada cardiorrespiratória e a ação rápida dos oficiais lhe deu uma nova chance de viver. Na manhã de terça-feira, dia 15, quando os oficiais foram homenageados pelo procedimento em cerimônia no Salão Nobre do Paço Municipal, o aposentado finalmente teve a oportunidade de agradecer a eles pessoalmente.

Muito emocionado, as palavras do aposentado quase não saíram. “Eu só tenho a agradecer a atuação deles. Tenho que dar os meus parabéns”. A esposa, Valdete Paixão da Silva, e a filha, Paolla, também estavam presentes. Valdete, inclusive, teve a honra de entregar as medalhas Oswaldo Justo - a condecoração mais alta da corporação - ao coordenador da GCM, Antonio Carlos da Silva, e ao inspetor-chefe, Adelmar Miranda da Silva Filho, pelo desempenho honorável diante da situação.

O prefeito Rogério Santos, que cedeu a Valdete a honra de entregar as medalhas, ressaltou a atitude dos guardas. “Um gesto como esse é obrigação, nada mais do que obrigação, mas eles, e toda a guarda, fazem de coração. Eles têm orgulho de trabalhar nessa força e fazer um trabalho que muitas vezes vai além dos seus deveres como guardas. Eles foram treinados para isso e tiveram papel fundamental nessa ação. Eles são um orgulho muito grande para toda a Cidade”.

Para os guardas, o reencontro com Agnaldo foi um presente. “É um momento de bastante alegria. O importante para nós é poder vê-lo aqui, bem, e dizer que estamos sempre preparados para atender a todos os tipos de ocorrência”, disse Aldemar, que se sentiu honrado ao receber sua primeira medalha. “É gratificante, pelos 33 anos que tenho de atuação na GCM. Eu já poderia estar em casa, mas não, quero continuar na corporação, porque ainda tenho saúde para ajudar outras pessoas”.

Já Antônio Carlos agradeceu pelo aprendizado adquirido. “Quando a gente faz o treinamento é uma coisa, na vida real, é muito diferente. É muito satisfatório saber que ele passou por aquela situação e hoje está aqui do meu lado. Só tenho a agradecer pela corporação nos dar sempre a chance de melhorar e aperfeiçoar nossos serviços, que hoje vão muito além de cuidar do patrimônio público. Estamos conquistando cada dia mais espaço em outras áreas, próximo ao policiamento e também com a parte social”, finalizou o GCM.

O susto
Agnaldo passeava com o neto, Pietro, 13 anos, e passou mal em frente ao monumento ‘Eu Amos Santos’, por volta das 11h50 do dia 13 de fevereiro. Pietro conta que foi tudo muito rápido. “A gente estava caminhando e brincando um com o outro. De repente, ele segurou minha mão, disse que não estava bem e caiu. Daí, as pessoas ajudaram a deitá-lo no chão”. 

A viatura com os agentes passava pelo local naquele momento. O coordenador da GCM, Antonio Carlos, diz que foi prontamente socorrer a vítima, enquanto o colega, o inspetor-chefe Adelmar, acionava o Serviço de Atendimento Móvel de Emergência (Samu).

“Foi coisa de Deus. Já tinha um senhor muito prestativo ajudando. Ele achava que era ataque epilético. Mas quando vi, já percebi que era parada respiratória e comecei a massagem cardíaca”, explicou Antonio.

Foram cerca de oito minutos entre o atendimento no calçadão e a remoção para a UPA da Zona Leste, calculou o GCM. “Mas pareceu uma eternidade. Também passou uma médica ali e confirmou que era uma parada cardíaca. Ela se ajoelhou do meu lado e disse: 'não para (a massagem cardíaca). Quando cansar passa para mim que vou te ajudar’. Com isso, ele chegou a voltar, mas apagou novamente”.

Os dois se revezaram até a chegada da motolância do Samu, que continuou o processo de reanimação cardiopulmonar (RCP). “Eles também chegaram muito rápido. Falaram para a gente continuar a massagem cardíaca enquanto cortavam a camisa dele e preparavam o desfibrilador. Verificaram que seria indicado. Aplicaram o choque e ele reagiu. O Samu continuou a massagem cardíaca até a chegada do suporte avançado”.

Em sete anos na GCM, Antonio Carlos afirma que não havia atendido a uma ocorrência desse porte. “Em princípio é assustador. Mas quando você vê a família rezando, enquanto a gente estava assistindo a vítima, vê que ele voltou enquanto a gente fazia a massagem cardíaca, a sensação é muito gratificante”.

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