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Quarta dose contra a Covid para idosos e imunossuprimidos é estudada

No início de fevereiro, 70% a 90% dos mortos pela doença eram não vacinados ou tinham esquema incompleto

Por Lucas Campos - Redação BS9

Por Lucas Campos - Redação BS9

03/03/2022 — quinta-feira às 03h13

Quarta dose contra a Covid para idosos e imunossuprimidos é estudada

Disseminação da Ômicron deixou clara a vulnerabilidade de quem concluiu o esquema vacinal há mais de quatro meses - (foto: Freepik)

Mais de dois anos após o início da pandemia de Covid-19 no Brasil, idosos voltaram a ser uma das principais vítimas da doença e uma quarta dose de vacinas já começa a ser discutida para essa faixa etária.

"Vamos ter que pensar em uma estratégia para tomar, de repente, uma quarta dose. Em especial, além dos imunossuprimidos, pessoas da faixa etária acima de 60 anos. Porque é acima dessa idade que se tem observado um maior número de pessoas infectadas e quem vem a óbito, como foi lá no início", explica o infectologista do Hospital Guilherme Álvaro, em Santos, Ricardo Hayden.

No início de fevereiro, de 70% a 90% dos mortos pela doença eram não vacinados ou tinham esquema incompleto. No fim do mês, esse percentual caiu para 50%. Na outra metade, a maioria são idosos que tomaram a dose de reforço em novembro. Um número que, segundo Hayden, deixa nítida a desproporção de casos que internam e agravam com respeito às pessoas que não completaram o esquema vacinal, ou não vacinaram ou não tomaram a dose de reforço.

A necessidade de outra dose de reforço vem sendo estudada há um tempo, e isso se intensificou com a rápida disseminação da Ômicron no início do ano, deixando ainda mais clara a vulnerabilidade de quem concluiu o esquema vacinal há mais de quatro meses e são mais frágeis.

O centro médico Sheba, em Israel, e outras diversas instituições israelenses fizeram uma pesquisa que comprovaram que a 4ª dose da vacina contra a Covid-19 triplica a proteção contra o grave vírus em idosos. Sendo assim, pessoas com idade superior a 60 anos ficam com a imunidade muito maior. O teste foi feito em diversos idosos com mais de 60 anos. Portanto, todos os pacientes que receberam a 4ª dose da vacina contra a Covid-19 ficaram com a resistência 3 vezes maior em casos graves do novo coronavírus. A comparação foi feita com pessoas da mesma idade e que tomaram somente as 3 doses da vacina contra o vírus.

No Brasil, a primeira onda da Covid-19 aconteceu entre abril e outubro de 2020. De dezembro de 2020 a junho de 2021 ocorreu a segunda. O início da vacinação, em janeiro do ano passado, fez com que a média de idade das vítimas baixasse, já que os idosos foram os primeiros a se vacinar.

"Mesmo assim, muitos tomaram apenas uma dose e outros ficaram só com duas. Tudo isso complica demais o enfrentamento da doença. Não é por acaso que cresceu, nos últimos 30 a 40 dias, o número de crianças acometidas com coronavírus. O reforço de todas as medidas que indiretamente atrapalham a vida do vírus devem ser mantidos", finaliza Hayden.

No estado de São Paulo
O Comitê Científico do estado de São Paulo, disse que a população acima de 60 anos no estado de São Paulo deve receber a 4ª dose da vacina contra a Covid-19 a partir do dia 4 de abril

Enquanto isso, São Paulo continua buscando os mais de 2 milhões de faltosos que não compareceram para tomar a segunda ou terceira doses de vacina contra a Covid-19.

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