TIROTEIO
Há duas versões para o caso, mas tudo começou após a prisão do amigo do filho do agente
Redação BS9
28/02/2022 — segunda-feira às 10h30
Segundo o filho, a discussão começou próximo à viatura onde o amigo estava, em frente à delegacia - Divulgação
Um policial civil foi morto na madrugada desta segunda-feira, dia 28, em frente à Delegacia Sede de Guarujá. Ele foi baleado durante uma discussão com policiais militares, que também foram feridos. Um deles precisou ser hospitalizado, mas passa bem.
A detenção de um motoboy, amigo do filho do agente civil, teria dado início à confusão. Os PMs relataram que faziam patrulhamento pelo bairro Enseada quando o rapaz teria feito gestos obscenos em direção à viatura. Os oficiais, então, abordaram o jovem, que ofereceu resistência.
Ainda de acordo com os PMs, foi necessário o uso da força para imobilizar o motoboy. Ele foi conduzido primeiramente à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro por causa das escoriações sofridas durante a abordagem. Depois foi levado à Delegacia Sede.
Informado pelo filho sobre o que havia acontecido com o rapaz, o policial civil foi à delegacia e começou a discutir com os PMs. Em dado momento, segundo a versão dos policiais militares, o agente sacou sua arma e atirou, atingindo o ombro de um oficial. Outro teve o olho machucado pelo chamuscamento produzido pelo tiro. Eles revidaram e atingiram o policial civil, que morreu no local.
Versão do filho
Já o filho do agente deu outra versão em seu depoimento. Ele disse que estava em um restaurante com o motoboy quando percebeu que os PMs deram algumas voltas pelo local e passaram a marcá-los. Quando eles resolveram ir embora, os policiais resolveram abordá-los.
De acordo com o rapaz, os PMs se certificaram de quem ele era filho e fizeram ameaças de morte ao pai. Liberado, ele deixou o local e voltou para casa para relatar o fato ao policial civil. Já o motoboy foi conduzido à viatura.
Depois disso, pai e filho foram a Delegacia Sede e procuraram pelo motoboy, que ainda estava dentro da viatura estacionda em frente ao local. Segundo a versão do rapaz, houve uma discussão e os PMs tentaram imobilizar o policial civil, que sacou a arma e disparou.
O jovem disse que não presenciou o momento em que o pai foi morto porque havia sido algemado, mas afirmou ter ouvido seis tiros. Já o motoboy acabou liberado por falta de provas.
Investigação
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a Delegacia Sede de Guarujá instaurou um inquérito para apurar todas as circunstâncias relacionadas aos fatos. A autoridade policial analisa imagens, realiza a oitiva de testemunhas e busca por elementos que auxiliem no esclarecimento do caso. As armas de todos os policiais envolvidos também foram apreendidas e encaminhadas à perícia.
A PM também instaurou um inquérito.
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