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Bandas de rua e os clubes atraíam muita gente além dos desfiles das escolas de samba
Por Rick Santos
24/02/2022 — quinta-feira às 09h57
Foliões iam às ruas de Santos com bisnagas de água, confete, serpentinas, martelinhos e bambuchas - Reprodução
Falar sobre a grandeza do Carnaval santista em apenas uma coluna é totalmente impossível. Mas Flashback, com certeza, não deixara de, humildemente, fazer sua homenagem semanal!
Quem tem de 50 anos pra frente ainda lembra da inocência do Carnaval. Ir para as ruas com as lendárias bisnagas de água, confete, serpentinas, os martelinhos das crianças e, mais em alta nos anos 80, as bambuchas coloridas.
Mas quem é santista sabe que, tão ou mais importante que as noites e matinês de clubes como Atlético Santista, Internacional de Regatas, Sírio Libanês e tantos outros, as ruas reuniam de crianças a idosos, principalmente no Banho da Dona Dorotéia, em que perucas, soutiens, bobs de cabelos, bustiês e muitos outros artigos femininos eram usados pelos marmanjos.
Dezenas de bandas de rua, como a Banda Mole, Segura no Bagre, e, mais recentemente duradoura, a Raparigas, que fechava a rua do Último Gole, agradavam tanto quem era fã e não era fã de desfilar nas escolas de samba da cidade, como a X-9, a Padre Paulo, a União Imperial e a mais recente campeã Unidos dos Morros.
São muitas décadas com imagens e recordações que precisaríamos de um álbum de milhares de fotos!
Infelizmente, com a morte do inesquecível Orlando, e com os recentes casos de violência por conta de intrusos nas bandas de rua – acrescenta-se a questão da pandemia -, Santos, em 2022, não terá o Carnaval que sempre estabeleceu a cidade como o terceiro melhor do Brasil.
Fecho a coluna dessa semana com a homenagem ao nosso eterno Rei Momo que hoje descansa no céu animando a folia: Waldemar Esteves da Cunha, que partiu em 2013 e por mais de quatro décadas personificou o mais perfeito Momo!
Quem viveu... viveu!!
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