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BAIXADA SANTISTA

Novos reservatórios na Baixada Santista equivalem a uma frota de 6 mil caminhões-pipa cheios de água

Obras entregues têm capacidade de armazenar mais de 60 milhões de litros de água tratada para abastecer a população da região

Da Redação

20/06/2026 - sábado às 13h30

A desestatização da Sabesp, realizada pelo Governo de São Paulo, promoveu o maior ciclo de investimentos em saneamento da história da Baixada Santista, que recebeu R$ 2,4 bilhões entre julho de 2024 e 2025, com destaque para os oito centros de reservação de água tratada já entregues à população.

Os Centros de Reservação (CR) Mogiano e Caruara, em Bertioga, Morrinhos, no Guarujá, Prados Baixos, em Peruíbe, Rio Branco, em São Vicente, Centro e Mambu-Branco, em Itanhaém, têm juntos a capacidade de armazenar mais de 60 milhões de litros de água tratada, o equivalente à capacidade de uma frota de 6 mil caminhões-pipas de médio porte, com capacidade de 10 mil litros cada.

Essas obras se somam a outras ainda em fase de conclusão para fortalecimento da resiliência hídrica nos municípios da Baixada Santista. A Sabesp prevê investimentos de cerca de R$ 8 bilhões nos próximos quatro anos para ampliar e modernizar os sistemas de abastecimento de água e esgoto na região.

Outras obras emblemáticas que estão em fase de conclusão são a Travessia Subaquática Santos-Guarujá, que vai incrementar o fornecimento de água em 500 litros por segundo, o CR Boqueirão, na Praia Grande, com capacidade para 30 milhões de litros, e a Estação de Tratamento de Água Melvi, também na Praia Grande, que irá fornecer 1,2 mil litros de água tratada por segundo.

 

Até 2029 a Sabesp pretende expandir 170 km de rede de água e 596 km de esgoto na região, além de construir 20 novos reservatórios, três estações de tratamento de água e seis de tratamento de esgoto.

Mais água e esgoto
Quase 230 mil pessoas passaram a ter acesso à água tratada e 291 mil à coleta e tratamento de esgoto na Baixada Santista após a desestatização da Sabesp, realizada pelo Governo de São Paulo, em 2024. 

O novo contrato possibilitou avanço nos investimentos em saneamento básico na região. Os R$ 8 bilhões previstos até 2029 significam um aumento de cinco vezes no investimento em comparação com os anos anteriores à desestatização.

 

Outro destaque proporcionado pela desestatização foi o incremento de acesso a água e esgoto para moradores das áreas informais e rurais. No antigo contrato, essas áreas não eram cobertas pela empresa. Desde 2024, passaram a fazer parte da rede de cobertura de saneamento da Baixada Santista 89.791 moradores, com água tratada, e 88.791, com coleta de esgoto.

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