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SinHoRes aciona Ministério Público para apurar falhas no fornecimento de água na Baixada Santista

Sindicato pede investigação sobre desabastecimento e baixa pressão e cobra informações da Sabesp; setor relata prejuízos e teme impactos durante a alta temporada

Da Redação

Da Redação

07/10/2026 — quarta-feira às 14h22

SinHoRes aciona Ministério Público para apurar falhas no fornecimento de água na Baixada Santista

Divulgação

O Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares da Baixada Santista e Vale do Ribeira (SinHoRes) protocolou uma representação no Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) para apurar episódios de desabastecimento e baixa pressão na rede de água tratada da região. A entidade cobra da Sabesp esclarecimentos sobre as falhas e as medidas adotadas para evitar novos problemas. Os episódios já provocaram prejuízos ao setor e preocupam empresários com a proximidade do verão.

 

A iniciativa foi formalizada pelo presidente do SinHoRes, Arthur Veloso, após registros de interrupções no serviço e alterações na coloração da água. Segundo o sindicato, hotéis, pousadas, bares e restaurantes estão entre os estabelecimentos diretamente afetados, já que dependem do recurso para atividades de higiene, limpeza, preparação de alimentos e atendimento ao público.

 

No documento enviado ao MPSP, o sindicato pede que a Sabesp apresente um relatório técnico sobre o período de 1º a 20 de setembro, com informações sobre as áreas atingidas, duração das ocorrências, pressão da rede, produção, tratamento, reservação e distribuição. A representação também pede o acompanhamento da agência reguladora responsável pelo serviço para verificar a regularidade do fornecimento na Baixada Santista.

 

De acordo com Arthur Veloso, presidente do SinHoRes, as falhas interferem diretamente na operação dos estabelecimentos e podem gerar perdas financeiras."Não estamos falando apenas de um transtorno para o consumidor. Para um hotel, restaurante ou bar, a água é um insumo essencial. Quando há interrupção ou pressão insuficiente, a operação é afetada e isso pode gerar prejuízos, além de comprometer procedimentos básicos de higiene e segurança sanitária."

 

A proximidade da temporada de verão aumenta a preocupação do sindicato, diante do crescimento do fluxo de turistas e, consequentemente, da demanda por hospedagem e alimentação. "A água é um insumo essencial, inclusive com seu fornecimento previsto em lei federal. Quando há interrupção ou pressão insuficiente, o comércio para, gerando prejuízos e comprometendo procedimentos básicos de higiene e segurança sanitária. O setor não pode ser penalizado pela incompetência da Sabesp. Como podemos pagar salários, aluguel e impostos sem ter condições de trabalhar por não ter água? Além disso, hoje muitos comerciantes estão investindo em mais caixas d'água para a operação simplesmente porque o sistema de abastecimento não é mais confiável. É urgente que esse problema seja sanado definitivamente e é por isso que estamos pedindo a investigação do Ministério Público", conclui Arthur Veloso.

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