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Alesp aprova ampliação da licença-paternidade de servidores para 20 dias

Medida contempla servidores estatutários e empregados públicos celetistas, além de assegurar tratamento igualitário nos casos de adoção por cônjuge ou companheiro

Da Redação

Da Redação

20/05/2026 — quarta-feira às 06h00

Alesp aprova ampliação da licença-paternidade de servidores para 20 dias

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Em votação simbólica realizada na tarde desta terça-feira (19), a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo aprovou o projeto que amplia de 5 para 20 dias a licença-paternidade dos servidores públicos estaduais. A medida contempla servidores estatutários e empregados públicos celetistas, além de assegurar tratamento igualitário nos casos de adoção por cônjuge ou companheiro.
 

O PL 418/2026 também aprimora as regras atuais da licença-maternidade. O texto aprovado estabelece que o benefício passe a contar após a alta hospitalar da mãe ou do bebê - o que ocorrer por último. Além disso, determina que, em casos de internação prolongada, as licenças de mães e pais tenham início somente após a alta.
 

"O governador foi muito assertivo ao encaminhar esse projeto porque fortalece a proteção da criança, incentiva a maior participação dos pais nos cuidados iniciais e moderniza a legislação. É importante ter a figura paterna auxiliando a mãe nesse momento tão sensível e especial", afirmou a deputada Letícia Aguiar (PL) durante discussão na reunião conjunta de comissões, também realizada na tarde desta terça.
 

O deputado Capitão Telhada (PP), que é policial militar, lembrou que, quando se tornou pai, teve direito a apenas cinco dias de licença. "Apresentei projetos de lei sobre licença-maternidade e licença-paternidade. Falei com o governador sobre a importância da valorização humana dos nossos policiais e dos demais servidores. Esse é um trabalho que Legislativo e Executivo apresentam, juntos, como uma conquista para os servidores públicos estaduais", comentou.
 

As deputadas Professora Bebel (PT) e Monica Seixas do Movimento Pretas (Psol) valorizaram a aprovação da proposta, mas lamentaram a rejeição de emendas que ampliariam ainda mais os períodos de licença. "É um direito muito importante. O homem deveria ter o direito de conviver ainda mais tempo com essa vida que chega, mas temos que celebrar as vitórias", comentou Monica.

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