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MARATONA PRAIA GRANDE/SP

Histórias de superação marcam a 1ª Maratona Internacional de Praia Grande

Muito corredores foram as lágrimas ao completarem a prova

Da Redação

Da Redação

18/06/2025 — quarta-feira às 00h00

Histórias de superação marcam a 1ª Maratona Internacional de Praia Grande

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A imagem emocionou o público que acompanhava a chegada da 1ª Maratona  Internacional de Praia Grande. O corredor santista, Diego Araújo,  cruzou a linha final carregando no colo o seu filho de pouco mais de  um ano de vida, Benjamin. Após vencer com bravura os 42 quilômetros da  prova principal, o atleta não resistiu a fofura do pequeno e foi as  lágrimas ao abraça-lo e beijá-lo. O público se deliciou com a cena e  aplaudiu a dupla, que viveu um momento especial, inesquecível e  repleto de amor.


“Foi uma emoção absurda cruzar a linha de chegada com o meu filho. Não  consegui conter o choro. A gente chega ao final de uma maratona com as  emoções afloradas por causa do esforço físico, quando peguei ele no  colo eu não aguentei. Desde o primeiro quilômetro corri pensando nesse  momento. Tudo isso aqui ficará eternizado e lá na frente vou mostrar a  foto para ele”, disse Araújo, todo orgulhoso com Benjamin no colo.


O santista contou que iria disputar a maratona do Rio de Janeiro, mas  decidiu mudar o planejamento para ter essa oportunidade de correr em  Praia Grande diante do filho. “O Benjamin tem um ano e é a primeira  vez que ele vem me ver correr. Essa Maratona Internacional de Praia  Grande marca também meu retorno a este tipo de prova. Fazia um tempo  que não disputava. Estou muito feliz e agradecido”, destacou, ainda  tentando controlar a emoção e sem desgrudar um segundo sequer do filho.


Assim como essa história que uniu pai e filho, a 1ª Maratona  Internacional de Praia Grande foi palco para inúmeros cenas de  superação e amor ao esporte. Sorrisos, lágrimas, abraços, gritos,  rostos com expressões de dor e atletas extenuados. Corredores  vivenciando a saborosa sensação de triunfo que tomava conta de cada um  após cruzarem a linha de chegada.


A linda medalha com formato de concha ostentada no peito significava a  materialização de uma vitória pessoal. Superar o percurso proposto  inicialmente, independente do trajeto de 42, 21, 10 ou 5 quilômetros,  foi a senha para o despertar das comemorações e daquele sentimento de  ‘valeu a pena’ todo esforço ao longo dos treinamentos.


E para a ampla maioria dos mais de 7 mil corredores que estiveram em  Praia Grande no último domingo (15), não importava o tempo no  cronômetro ou colocação, apenas chegar ao final e completar o desafio  era o bastante. Esse foi o caso do autônomo, Sivuca Correia, que  utilizou o esporte como ferramenta para vencer um adversário cruel,  perigoso e ceifador de vidas: o vício nas drogas e álcool.


“São 27 anos sem usar drogas. Esporte é vida, qualidade e saúde.  Estava mergulhado no mundo obscuro das drogas e eu achei que ia  morrer. Mas o esporte mudou a minha vida. Completei aqui em Praia  Grande 42 quilômetros. Estou muito feliz. Agradeço a minha família e  amigos. Eu estava perdido. Quero deixar uma mensagem: se eu consegui,  você também pode”, declarou o corredor, vitorioso no esporte e na vida.


Atletas fantasiados com ‘looks’ produzidos especialmente para a prova,  roupas com combinações em diversos tons coloriram as ruas de Praia  Grande. Um corredor aproveitou a oportunidade para chamar a atenção de  todos sobre a importância de se preservar o meio ambiente e os  recursos naturais. Para isso, o modelito escolhido contava com um  macacão laranja com diversas garrafas de plástico penduradas. Por onde  passou recebeu o apoio das pessoas.


A ‘turminha’ da melhor idade também marcou presença no evento  esportivo em solo praia-grandense. Muitos corredores desta faixa  etária não se intimidaram e toparam os desafios principais, ou seja,  as provas de 42 e 21 quilômetros, percursos que exigem constantes  cargas de treinamentos e uma condição física plena.


“Esporte é vida. Essa ideia de uma Maratona em Praia Grande foi ótima.  Não troco minha corrida por nada. Quem fica sentado na frente da  televisão perde tempo e qualidade de vida. Agora, é descansar e nos  próximos dias já estarei pronto para outra”, brincou o paulista,  Gabriel Marquiseo Neto, que aos 63 anos superou todos os desafios e  particularidades de uma prova tão longa com 42 quilômetros.
 

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