DESCALIBRADOS?
O problema foi visto principalmente nos jogos contra Goiás e Flamengo
Da Folhapress
21/04/2022 — quinta-feira às 05h30
51709460259 66bd85d0b1 k - (foto: Flamengo)
Entre 17 e 19 minutos do primeiro tempo do empate sem gols contra o Flamengo, Dudu e Raphael Veiga tabelaram juntos em dois lances e cada um mandou sua chance para fora.
As chances desperdiçadas não só impediram o Palmeiras de vencer a primeira no Brasileiro, mas evidenciaram um problema recente da equipe: em 2022, os palmeirenses acertaram o alvo em 127 (34%) de suas 369 finalizações, apontou a Footstats.
Segundo a plataforma de estatísticas, o Verdão é a equipe com a segunda pior pontaria do Brasileiro, e a terceira pior do Paulista. O problema que se viu na noite de ontem, dia 20, no Maracanã ocorreu também diante do Goiás, no sábado, dia 16, quando o time chegou com muito perigo em lances com Dudu, Rony e Zé Rafael, que desperdiçaram boas oportunidades e mandara para fora.
Além do gol esmeraldino, o qual considerou que deveria ser invalidado, o técnico Abel Ferreira reconheceu o problema da falta de pontaria. "Não ganhamos em Goiás não por culpa do árbitro. Uma coisa foi o árbitro, a outra foram as oito oportunidades que não conseguimos fazer. E futebol é isso: fazer gols. Deveríamos ter feito mais de um gol", ponderou o português na coletiva de imprensa após o confronto contra o Flamengo.
A situação de Goiânia mostra uma dificuldade do elenco alviverde em toda temporada, sobretudo na Série A: o time cria muito, mas finaliza com a mesma qualidade. No Campeonato Brasileiro, por exemplo, 71,43% dos chutes dos palmeirenses - ou 30 de 42 -foram errados.
O problema também se projeta sobre a necessidade de um camisa 9 de peso, objeção frequentemente feita pela torcida palmeirense e, em várias oportunidades, pelo próprio Abel, que da diretoria ganhou Rafael Navarro para a posição.
Após o empate contra o Rubro-Negro, o comandante alviverde comentou sobre o elenco curto que tem à sua disposição, a ausência dos reforços que havia pedido e o peso do calendário do futebol brasileiro.
"Temos um elenco curto por opção minha. Queríamos outras alternativas, o clube não conseguiu encontrar. Temos dois jogadores por posição, mais os moleques da formação que têm ajudado. Com a quantidade de jogos o problema não é jogar oito vezes no mês, mas jogar até novembro [assim]. Não há milagres. Quem estuda a parte física sabe disso: não somos máquinas", afirmou o treinador, que voltou a falar sobre as chances desperdiçadas: "Nesses jogos há poucas oportunidades de gol. No último tivemos oito, nesse [contra o Flamengo] tivemos quatro."
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