Kenny Mendes
Kenny Mendes - Deputado estadual e 3º vice-presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo
01/06/2021 — terça-feira às 06h00
No dia 15 de maio, o Brasil registrou a triste marca de 434 mil mortos pelo novo coronavírus – o equivalente a toda população santista. A previsão é de que o país alcance o índice de 500 mil vítimas nos próximos dias. Será como se todos os moradores de Santos e Bertioga (que possui 65 mil habitantes) desaparecessem do mapa.
Estreio minha participação neste espaço falando sobre o advento da pandemia, que tantos estragos nos trouxe. Infelizmente, os perigos continuam aí: há nova variantes do vírus circulando e já se fala numa possível terceira onda da doença.
Não podemos baixar a guarda. Se por um lado o Instituto Butantan corre para regularizar a Butanvac (vacina desenvolvida com insumos brasileiros) e os primeiros lotes da Pfizer chegam ao nosso território, a vacinação ainda é muito lenta: pouco mais de 10% da população brasileira teve acesso à segunda dose da imunização. Algo preocupante.
Enquanto isso, a ocupação dos hospitais por pacientes com a Covid-19 segue em alta. Tomando como exemplo Santos, principal cidade da Baixada Santista, a taxa nos leitos do SUS subiu de 56% para 61% entre abril e maio – na rede particular, passou de 87% para 92%.
Na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) temos nos esforçado para discutir medidas de enfrentamento ao vírus. No início do mês passado, aprovamos em tempo recorde o Bolsa do Povo, projeto recém-sancionado pelo Governo do Estado, que vai pagar até R$ 500 mil para pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Falando sobre ações do meu gabinete nesse sentido, conseguimos viabilizar mais de R$ 10 milhões em emendas em 2020 para auxiliar as prefeituras da região no combate à doença, além de 155 respiradores hospitalares. Também garantimos R$ 15 milhões no Orçamento do Estado de 2021 para que Guarujá, Cubatão e Bertioga apliquem no enfrentamento à pandemia.
O que o país precisa, urgentemente, é encontrar formas de intensificar a vacinação em massa. Quanto mais pessoas estiverem imunizadas, mais rápida será a possibilidade de uma retomada da economia segura e plena – que não tenha que ser interrompida a cada nova onda.
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