Denilze Lourenço
Denilze Lourenço - Mãe da Bárbara, conselheira eleita do Conselho Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência (Condefi) e ativista de apoio às famílias de PCDs
19/06/2021 — sábado às 12h19
Crianças que necessitam vencer barreiras para alcançarem o desenvolvimento cognitivo e conquistarem o saber precisam de atenção, dedicação, respeito. Precisam que o meio seja educado, preparado para entender que eles não são empecilhos, que não são a âncora que impede os avanços dos demais colegas da classe.
A convivência é, tem, e deve ser muito rica e proveitosa para todos.
Desde a Diretoria, Coordenação e Administração, toda a equipe tem que ter comprometimento com as obrigações do atendimento (que se sujeitaram a prestar) a crianças típicas ou atípicas, e principalmente quando se misturam.
Que não existam professores que tem "boa vontade" (apenas). Eles devem ser/estar preparados e dispostos.
Que não hajam colegas que toleram o amiguinho diferente porque a mãe diz que "tem que ajudar".
Que as mães não olhem para uma criança com qualquer necessidade especial como risco, com medo de atrapalhar o aprendizado de seus filhos e muito menos com uma falsa aceitação.
O preconceito velado é extremamente tóxico. Quando explode alguma crise, o caos se instala. E ai a criança que precisa do atendimento especializado, sofre prejuízos que podem até se tornar crônicos e permanecerem por anos a fio, anulando todo investimento empenhado e até destruindo possibilidades para o futuro daquela criança.
Se todo esse meio, esta rede, não for coeso e eficaz, a tarefa de Educar com igualdade, qualidade e equidade simplesmente não acontecerá.
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