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Ana Paula Viveiros Valeiras

Quando alcançamos a felicidade?

Ana Paula Nunes Viveiros Valeiras - Doutora em Ecologia e Saúde Ambiental, especialista em saúde pública e chefe do Departamento de Vigilância em Saúde de Santos

22/06/2021 — terça-feira às 12h21

Quando alcançamos a felicidade?

Sempre nos é questionado se somos felizes ou se estamos felizes. E isso nos remete a vários outros questionamentos, pois os seres humanos demonstram que nunca estão completos e considerar a felicidade apenas como um sentimento é um pensamento muito superficial.

Muitas são as definições de felicidade, e a maioria delas faz menção a um estado emocional positivo, com sentimentos de bem-estar e prazer. O conceito de felicidade é curioso e complexo. Na maioria das vezes entendemos felicidade apenas como um sentimento agradável, uma sensação boa que nos invade, em um determinado momento em nossa vida e com duração por alguns instantes apenas. Mas acredito que diversas experiências podem produzir felicidade. Alguns exemplos são: o amor, a alegria, a saúde, o prazer sexual, o contentamento, a segurança.

Enquanto que emoções que nos trazem medo, raiva, tristeza, ansiedade, dor e sofrimento, costumam diminuir a felicidade.

Na verdade, a felicidade deve ser encarada como um caminhar. Muitas vezes o modo como nos é apresentada, não possibilita compreendê-la, reconhece-la ou senti-la, principalmente quando a temos em nossa frente inúmeras variáveis que podem interferir. Mas, reconhecer esses momentos são de extrema importância. Percebermos o rumo e a direção que escolhemos, as ações que temos em nosso dia a dia e o impacto que isso causa em nossas vidas. Portanto, a felicidade é um fenômeno subjetivo e está relacionada a postura que temos perante a vida. Não está no outro, está em nós! É muito mais como encaramos os fatores externos que interferem, é ampliar nossos horizontes para além da nossa realidade.

Projetamos a felicidade no que esperamos de outras pessoas, focamos na aquisição de coisas materiais e depositamos a responsabilidade em outras coisas que nos façam felizes. Assumir a nossa vida e não ter medo de mudar, não ter medo do desconhecido. Rejeitar padrões que não permitem vivenciar novas experiências positivas, talvez seja o primeiro passo para alcançarmos a felicidade.

Construir a nossa história identificando em nós mesmos o que nos deixa mais leves e felizes. Observar as pequenas coisas que a vida nos oferece deve ser um exercício diário.  Com certeza temos muitos motivos para alcançarmos a felicidade, olhar para dentro de nós e verificar quais são os nossos sonhos, identificar qual é a fonte da alegria, perceber os sinais que temos ao nosso redor e permitir-se.

Afinal, alcançar a felicidade é estar aberto a novas perspectivas que a vida oferece... Acredite em você.

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