DÁ UM GOOGLE AÍ!
O prefeito Márcio Cabeça, que há quatro anos governa o município, foi apontado como o melhor prefeito que a cidade já teve
Da Redação BS9
02/02/2023 — quinta-feira às 18h03
m 55 0 1 29062020164853 - Foto: Divulgação/PMM
A provocação foi feita pelo atual governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como forma de cutucar o ministro da Economia, Fernando Haddad, do PT, durante debate na Band TV, no primeiro turno da eleição do ano passado. Disse ele: “Entrem no Google e digitem aí, pior prefeito de São Paulo. Depois me falem as respostas”.
O assunto provocou polêmica, ganhou as ruas e até inspirou a equipe técnica da Badra. Afinal de contas, na opinião da população em geral, que foi o melhor e o pior prefeito de Mongaguá nas últimas três décadas? Mais precisamente desde 1989?
Vale lembrar que de lá para cá, e pela ordem, a cidade já foi governada por Jacó Koukdjian, Artur Parada Prócida, Paulinho da Paulumar, Rodrigo Casabranca e, agora, Márcio Cabeça.
Como forma de melhor orientar os entrevistados em suas respostas, um disco de pesquisa, no formato de uma pizza, contendo os quatro nomes, foi apresentado em campo, seguindo a mesma boa técnica dos levantamentos estimulados.
SOBE...
O prefeito Márcio Cabeça, que há quatro anos governa o município, foi apontado como o melhor prefeito que a cidade já teve, com 27,6% das citações. Na sequência aparece o ex-prefeito Paulinho da Paulumar, preferido por 19,8% dos entrevistados. Jacó Koukdjian é o terceiro melhor, com 10,9%, seguido por Rodrigo Casabranca, com 9,8%, e, fechando o ranking, Professor Artur, com 8,0%.
Parte dos entrevistados não souberam avaliar: 7,8%. As opções “nenhum” e “todos” receberam, respectivamente, 14,7% e 1,2% das citações.
...E DESCE
Na outra ponta, isto é, no ranking de pior prefeito que Mongaguá já teve, Professor Artur foi a mais citado, com 39,8%. Pela ordem e na sequência aparecem então Márcio Cabeça, com 12,6%, Rodrigo Casabranca, com 8,9%; Jacó, com 7,9%; e Paulinho da Paulumar, com 7,8%. “Nenhum” foi mencionado por 10,5% dos entrevistados, enquanto “todos”, por 2,3%. E 10,2% não souberam avaliar.
O levantamento estatístico de dados ouviu 1.060 moradores-eleitores de Mongaguá, no último dia 19 de janeiro, em seis diferentes pontos de fluxo do município. Foi respeitada a proporção por gênero, faixa etária, escolaridade e renda na seleção da amostra. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
O perfil de quem aponta o melhor e o pior prefeito da história
Na ponta que sobe, Márcio Cabeça. Dos que o apontam como o melhor prefeito da história de Mongaguá a maioria é homem, 28,6%. Têm de 25 a 44 anos, 32,3%. Ensino Superior, 31,1%. Renda até cinco salários mínimos, 27,9%. E são evangélicos, 32,1%. Por segmento de perfil, aí está o retrato da preferência.
Importante observar, no entanto, que apenas 27,6% apontam o atual prefeito como o melhor da história. O número, aliás, converge com o alcançado por elo na eleição de 2020, quando exatos 30% dos mongaguaenses, menos de 1/3 portanto, o reelegeram.
Comentário do Juvenal
O mundo da política estabelece lá seus preços. Professor Artur que o diga. Quem conhece a história recente de Mongaguá, e também a não tão recente, não vai ter dúvidas em afirmar que o território foi superbem governado tanto por Jacó Koukdjian, como por Artur Parada Prócida. Eles exerciam uma espécie de política café com leite, de revezamento. Um mandato um, outro mandato o outro.
Cuidavam da zeladoria da Cidade como ninguém. É bem verdade que ambos governaram o campo com a ajuda de um fiel servidor de Mongaguá, que gostava de ver a cidade bem cuidada: Pedrão. Eram outros tempos, era outro nível.
Se deparar com essa avaliação ruim do professor Artur é de doer o coração, sobretudo em tempos de cabeças limitadas, limitadíssimas. A política cobra caro por pontuais erros. E a conta chega pra todos que erram, é só uma questão de tempo.
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