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AVALIAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO

Em Mongaguá, Márcio Cabeça é aprovado por 51,7% dos moradores

O atual chefe do Executivo foi reeleito em 2020 com apenas 30,3% dos votos do eleitorado total

Da Redação BS9

Da Redação BS9

02/02/2023 — quinta-feira às 21h02

Em Mongaguá, Márcio Cabeça é aprovado por 51,7% dos moradores

g 55 2 2 26102021153405 - Foto: Divulgação/PMM

A mais recente pesquisa Badra de opinião aponta que o prefeito de Mongaguá, Márcio Cabeça, tem sua forma de governar aprovada por 51,7% dos moradores-eleitores. Na outra ponta, 43,3% da população reprova sua gestão. Exatamente 5% dos entrevistados responderam não saber avaliar.

O levantamento foi realizado em 19 de janeiro e ouviu 1.060 pessoas, em diferentes pontos de fluxo do município. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

Faltando menos de dois anos para deixar a Prefeitura, e ainda que o índice de aprovação seja maior do que o de rejeição, Cabeça vê, de certo modo, seu prestígio junto à população em xeque já que a diferença entre os que aprovam e reprovam é de mirrados 8%.

O atual chefe do Executivo foi reeleito em 2020 com apenas 30,3% dos votos do eleitorado total, superando o segundo colocado por apenas 1.706 votos. Na prática, apenas 3, de cada 10 de eleitores de Mongaguá, votaram nele.

CONCEITO

Instados a avaliar a Administração Municipal por conceito (ótima, bom, regular, ruim ou péssima), 39,9% declararam considerar o governo ótimo/bom, enquanto 24,9% consideram ruim/péssimo. Para 33% dos ouvidos o desempenho é regular. Outros 2,2% não souberam avaliar.

Comentário do Juvenal

Mongaguá é mais um triste exemplo da aberração que é o sistema eleitoral brasileiro. Pouca gente observa isso, mas o prefeito Márcio Cabeça foi reeleito por apenas três em cada dez eleitores de Mongaguá. Em 2020, quando a eleição foi realizada, a cidade tinha 47.506 eleitores aptos a votar.

Olha que impressionante: Cabeça recebeu 14.046 votos. O segundo lugar, Rodrigo Casabranca, 12.340. Já a soma de abstenção (os que não foram votar), brancos e nulos, totaliza 16.629 eleitores. Entenderam o que isso significa: o atual prefeito perdeu para brancos, nulos e ausentes, mesmo sendo candidato à reeleição. A maioria dos eleitores optou por jogar o voto fora, a dar seu voto para qualquer um dos candidatos. É assustador.

Pode parecer filosófico demais, ou “dilmista” demais, digamos assim, mas há vitórias que não são vitórias, moralmente são derrotas. 

Por conta disso, aliás, há um nome forte da Administração Márcio Cabeça que costuma se referir ao chefe utilizando a expressão soberba, ou seja, até mesmo quem come no mesmo prato, ou que é alimentado pela mão do patrão, acha que o chefe de Executivo tem exagerado na dose de se achar. A continuar assim, não será difícil se perder. E perder!

 

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