NO LEGISLATIVO
O vereador recebeu 7,7% das menções, do total de 1.060 entrevistados
Da Redação BS9
02/02/2023 — quinta-feira às 18h01
O Legislativo de Mongaguá pretende preencher dez vagas em várias funções - (foto: Divulgação/Câmara Municipal de Mongaguá)
Ele está no seu quarto mandato como vereador à Câmara de Mongaguá. Em 2020, foi eleito com 898 votos, sendo o quarto mais votado no pleito. Até o ano passado, presidiu o Legislativo e, agora, é apontado, pelo terceiro ano consecutivo, como o vereador com melhor desempenho no mandato 2021-2024.
Baianinho recebeu 7,7% das menções, do total de 1.060 entrevistados. O segundo mais citado foi o vereador Guinho, com 3,9% e, em terceiro, Anderson Clark, com 3,5% das menções totais.
Do ponto de vista metodológico, importante destacar que a citação, pelos entrevistados se deu de forma totalmente espontânea, ou seja, o morador-eleitor teve que, de fato, puxar da lembrança e do conhecimento que possui sua indicação de resposta.
Dois números, no entanto, chamam muito a atenção. Um terço dos entrevistados, 15,4%, não souberam responder à pergunta. Outros 51,7% foram taxativos ao afirmar "nenhum".
"Isso preocupa e preocupa muito. Quando o assunto é o parlamento, a sensação que se tem é de uma crise generalizada de representatividade. O vereador deveria ser, sem dúvida alguma, a personalidade política mais próxima do cidadão. Os números não comprovam outra coisa senão o fato de que o distanciamento é enorme. Em Mongaguá, mais da metade dos eleitores acham que nenhum dos vereadores tem bom desempenho. É assustador", argumenta Célio Ricardo Silva do Costa, diretor do instituto Badra.
Comentário do Juvenal
Putz, para mim vai ser sempre incompreensível o fato de, dois meses depois de qualquer eleição, o cidadão já não mais se lembrar em quem votou para vereador. Não deveria fazer o menor sentido, caso, claro, as câmaras não tivessem se tornado, de fato, um puxadinho do Executivo.
No caso de Mongaguá, são 13 vozes que de fato nem precisam estar afinadas como em um coral. Mas que precisam, substancialmente, emprestarem voz à população. Em outras palavras, fazendo minimamente os interesses de políticos e eleitores coincidirem, condição um para que aconteça de fato aquilo que na Democracia chamamos de representação por mandato.
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