AVALIAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO
A pesquisa ouviu 1.060 pessoas em diferentes pontos de fluxo das zonas eleitorais da cidade
Da Redação BS9
29/01/2023 — domingo às 18h01
cesar morgado sv - Foto: César Morgado/PMSV
Ele começou bem sua gestão à frente da Prefeitura de São Vicente - entre outros utilizando freneticamente as redes sociais - e viu, no início de 2022, sua aprovação despencar. Agora, os sinais são de que começa a dar a volta por cima.
É o que indica a mais recente pesquisa Badra realizada no município, no último dia 14, e que revela uma aprovação de 63,9%, contra cravados 30% de reprovação, à forma de governar do prefeito Kayo Amado (Podemos).
Para se ter uma melhor ideia do avanço, ele cresceu mais de 30 pontos em comparação com o levantamento do ano passado, quando foi aprovado por 33,3% dos entrevistados e reprovado por 51,3%.
Ainda que os números sejam positivos, há quem veja neles, ao mesmo tempo, a fotografia de um governo de oscilação, de altos e baixos, e que ainda não encontrou o ponto de equilíbrio da gestão. O detalhe é que metade do mandato já ficou para trás.
CONCEITO
Na atribuição por conceito, 46,5% dos entrevistados avaliam o seu governo como ótimo/bom. Outros 33,8% como regular e, por fim, 17,3% como ruim/péssimo. Exatos 2,2% não souberam responder à pergunta.
Em termos técnicos, como o percentual de ótimo/bom é superior ao de ruim/péssimo, o índice de regular tem viés de positivo, ou seja, oito em cada dez moradores-eleitores de São Vicente avaliam bem a atual Administração Municipal.
A pesquisa ouviu 1.060 pessoas em diferentes pontos de fluxo das zonas eleitorais da cidade. A margem de erro é três pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
COMENTÁRIO DO JUVENAL
Durante muito tempo carreguei comigo, em relação a Kayo Amado, a impressão de um ser “bestinha”, aquele carinha sempre dono da verdade e único capaz de resgatar São Vicente da podridão da classe política tradicional. Uma impressão, diga-se de passagem, comungada por muitos.
A problemática do cargo, as responsabilidades naturalmente impostas a quem governa, o desejo de ser lembrado e reconhecido como um bom prefeito e, obviamente, a vontade de ser reeleito, parecem ter provocado uma espécie de amadurecimento precoce no moço.
Kayo Amado vem se ajustando a cadeira e dá sinais de que já entendeu melhor a regra do jogo, sobretudo em cidades onde a relação orçamento/população produz um número per capita simplesmente assombroso, ou seja, de que ninguém governa sozinho e sem compor com outras forças políticas.
Quem imaginaria os dois, Kayo, o Amado, e Caio, o França, juntos no mesmo palanque? A política tem o poder e a dinâmica de produzir esse tipo de encontro, ainda que impensável, improvável ou impossível.
E que bom que seja assim. Governar é arte de tornar o impossível, possível. E tem mesmo que ser assim quando o propósito maior é o de governar para a Cidade, para todos e para quem mais precisa. Ninguém alcança 64% de aprovação se de fato não tiver respaldo popular.
Menos rede social e mais governo. Menos isolamento e mais diálogo. Menos vaidade e mais ouvido.
Se seguir a receita, muito em breve valerá, também para jovem político Kayo Amado, o reconhecimento de que enquanto alguns vão com o trigo, ele já vem com o pão pronto.
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