ELEIÇÕES 2022
Levantamento realizado pela Badra Comunicação, com 2.666 eleitores de todo o estado de São Paulo, revela que 90% deles pretendem comparecer às urnas e 68% confiam na segurança das urnas
Redação BS9
26/09/2022 — segunda-feira às 07h58
Pesquisa foi realizada entre os dias 12 e 14 de setembro - Foto: divulgação/Adobe Stock
Não será por falta de comparecimento que as eleições gerais do próximo domingo, dia 2, ficarão prejudicadas. É isso o que revela a mais recente pesquisa Badra de opinião, realizada entre os dias 12 e 14 de setembro, e que ouviu 2.666 eleitores paulistas, em 56 diferentes municípios.
De acordo com o levantamento, 89,3% dos entrevistados confirmaram que baterão o ponto sim, em seus locais de votação, enquanto 6,2% já decidiram que não irão votar. Outros 4,3% ainda estão indecisos entre votar ou não votar e mirrados 0,3% dos entrevistados se recusaram a responder à pergunta.
O Estado de São Paulo tem um contingente total de 34.667.793 eleitores, cerca de 5% a mais do que em 2018. Naquela oportunidade, tempos de pandemia, 21,5% dos aptos a votar não compareceram às urnas, no primeiro turno das eleições. Analisando a série histórica, eleição a eleição a abstenção tem crescido. Uma reversão de comportamento do eleitor, agora, em 2022, como indica a pesquisa, seria uma boa novidade.
Para além da obrigatoriedade legal, o exercício democrático do voto terá importância singular nessas eleições, que ocorrem num clima de ameaças à democracia e ao próprio sistema eleitoral.
Daí a importância do eleitor, seja lá quais forem os seus candidatos, e mesmo que não haja nenhum, fazer o possível e o impossível para comparecer às urnas e expressar sua posição, mesmo que seja de indignação, com o voto branco ou nulo.
Segundo Maurício Juvenal, analista de dados da Badra Comunicação, não há como não reconhecer que o eleitor brasileiro não se sente politicamente representado e, em função disso, muitos acabam renunciando ao direito de votar. “O Brasil apresenta uma cultura baixa participação política, o que de certo modo favorece a polarização. Era assim entre PT e PSDB e é assim agora, entre esquerda e direita. É preciso fortalecer a cultura do voto”, defende.
Em termos de proporção, os eleitores paulistas que residem na região da Grande São Paulo estão mais dispostos ao exercício democrático do voto, em relação aos eleitores do interior e litoral, respectivamente com 93,0% e 85,9% de adesão.
Já em relação à segurança do voto eletrônico, nem mesmo a campanha massiva patrocinada por um dos grupos políticos, contra o atual sistema, abalou a confiança do eleitor paulista. Do total, 67,7% reiteraram sua confiança no voto eletrônico, enquanto 28,5% responderam não confiar. Outros 3,8% dos entrevistados disseram não saber avaliar.
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