ENQUETE BS9
Equipamento não é mais obrigatório ao ar livre em vários estados do País
Por Lucas Campos - Redação BS9
16/03/2022 — quarta-feira às 06h49
Já 33% dos internautas disseram que vão tirar a máscara - (arte: BS9)
Após o Estado do Rio de Janeiro flexibilizar o uso de máscaras contra a Covid-19 no último dia 3 de março, diversos estados do Brasil também adotaram a medida.
Em São Paulo, o uso do equipamento deixou de ser obrigatório em ambientes abertos na última quarta-feira, dia 9, mas a regra não valerá para espaços fechados, como o anunciado para a cidade do Rio de Janeiro.
No entanto, o governador João Doria (PSDB) afirmou que, até o dia 23 de março, serão avaliados os indicadores para possivelmente anunciar uma liberação completa do uso das máscaras em todos os ambientes.
Com isso, o Portal BS9 quis saber a opinião dos internautas e perguntou em sua última enquete: "Vários governadores estão flexibilizando o uso obrigatório de máscaras em lugares abertos. Você:".
Ao todo, 44% responderam que continuarão usando o equipamento, 33% vão tirar, 11% disseram que já tiraram faz tempo, outros 7% acham a flexibilização um absurdo e 5% irão consultar um médico.
"Na verdade o resultado foi abaixo do esperado, achei que ia dar uma porcentagem maior de gente que iria tirar a máscara. A média de transmissão está abaixo de 0,7 e isso permite realmente uma flexibilização".
São Paulo se aproxima do percentual de 90% da população acima dos 5 anos de idade com o esquema vacinal primário completo, ou seja, ao menos duas doses de alguma das vacinas disponíveis. Com o novo decreto, também ficaram liberados jogos de futebol com 100% da capacidade dos estádios, sem a necessidade de máscara, bem como a prática de todas as modalidades esportivas ao ar livre.
"Os indicadores dão conta da possibilidade de ser feito isso, só que se me perguntarem se eu iria, só se fosse com máscara e não a retiraria", diz Hayden.
Para o infectologista, mesmo com as pessoas vacinadas onde a chance é efetivamente menor, é preciso entender que indo a um desses eventos, vai correr um risco. Ele é hoje menor, mas o ideal é usar a máscara, o que torna as coisas um pouco mais desconfortáveis em um ambiente com o calor da aglomeração.
"Não há uma resposta por completo, mas em primeira mão, a gente imagina que não seja seguro na medida em que as pessoas vão estar aglomeradas gritando, berrando, cantando nos shows de rock ou mesmo no campo de futebol, em couro e quanto mais força você fizer pra exalar ar pela boca, maior o risco se você estiver contaminado com um vírus desse, ou de resfriado e de gripe. Só o tempo vai nos nos mostrar".
Hayden ainda explica que essa condição não foi abordada especificamente levando em consideração espaços mistos, como um navio, onde é possível estar em um deck ao ar livre, ou ainda em uma sala fechada. Ou estádios de futebol, onde a arquibancada principal se sobrepõe às cadeiras cativas. Por isso, ainda há circunstâncias do dia a dia que colocam as pessoas em xeque.
"O que é preciso enfatizar é que o que dá mais segurança para essa primeira medida de flexibilização de máscaras coletiva é o fato da média de transmissão do vírus estar abaixo de 0,7".
Por fim, ele lembra que o trabalho tem sido sempre feito com muita responsabilidade por técnicos de primeira linha que compõem o grupo da Secretaria Estadual de Saúde e, por extensão, a municipal. Mas é preciso seguir algumas recomendações.
"O controle na entrada de lugares onde pessoas podem vir a se aglomerar ao ar livre é fundamental, se certificando se estão com a vacinação completa para poder assistir ao show ou ao jogo de futebol. Agora, escapa do controle, e às vezes do entendimento das pessoas, que algumas circunstâncias ainda são problemáticas, como o transporte coletivo e lugares fechados, que ficaram para um segundo tempo. Vamos ter que ter esse laboratório da liberação ao ar livre para poder ver se com lugares fechados vai ser possível também acompanhar essa mesma determinação".
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