Quinta, 30 de Abril de 2026

DólarR$ 5,02

EuroR$ 5,85

Santos

21ºC

COVID-19

Ômicron deixa dez capitais em alerta crítico e intermediário

A divulgação da nota realizada pela Fiocruz mostra aumento nas UTIs

Por Douglas Corrêa - Da Agência Brasil

13/01/2022 - quinta às 15h58

Veja quais regiões estão em zona de alerta em relação a doença - (foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou uma nota técnica hoje, dia 12, em que informa que um terço das unidades da federação e dez capitais encontram-se nas zonas de alerta intermediário e crítico, segundo análise das taxas do dia 10 de janeiro em comparação com a série histórica e considerando a ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos no Sistema Único de Saúde (SUS). 
 
De acordo com o Observatório Covid-19 da Fiocruz, entre as capitais, Fortaleza (88%), Recife (80%), Belo Horizonte (84%) e Goiânia (94%) estão na zona de alerta crítico e Porto Velho (76%), Macapá (60%), Maceió (68%), Salvador (68%), Vitória (77%) e Brasília (74%) na zona de alerta intermediário.
 
Segundo a análise, até o momento, o patamar de leitos é diferente do verificado em 2021, mas a fundação alerta para um crescimento nas taxas de ocupação de leitos de UTI diante da ampla e rápida proliferação da variante Ômicron no Brasil. Entretanto a Fiocruz avalia que “menções a um possível colapso no sistema de saúde, neste momento, são incomparáveis com o que foi vivenciado em 2021”.
 
De acordo com os pesquisadores do Observatório Covid-19, o número de internações em UTI hoje ainda é predominantemente muito menor do que aquele observado em 2 de agosto do ano passado, por exemplo, quando leitos começavam a ser retirados, mas ressalta que o grande volume de casos já está demandando de gestores atenção e o acionamento de planos de contingência.
 
“Sem minimizar preocupações com o novo momento da pandemia, consideramos fundamental ratificar a ideia de que temos um outro cenário com a vacinação e as próprias características das manifestações da Covid-19 pela Ômicron. Não podemos deixar de considerar o fato de a ocupação de leitos de UTI hoje também refletir o uso de serviços complexos requeridos por casos da variante Delta e casos de Influenza”, disseram os pesquisadores.
 
Os pesquisadores alertam ainda que é importante também reorganizar a rede de serviços de saúde por conta dos desfalques de profissionais afastados por contrair a infecção, garantir a atuação eficiente da atenção primária em saúde no atendimento a pacientes empregando, por exemplo, teleatendimento, e prosseguir com a vacinação da população.

Deixe a sua opinião

Leia Mais

ver todos

SP

Governo de SP promove capacitação de gestores das Casas da Mulher Paulista para fortalecer proteção

BRASIL

Com banana do Vale do Ribeira, agro de São Paulo soma dez Indicações Geográficas

BRASIL

Governo do Brasil libera R$ 1,2 bilhão para construção de 541 novas unidades de saúde

2
Entre em nosso grupo