RIO DE JANEIRO
Ato reuniu familiares do congolês e defensores de direitos humanos
Por Vladimir Platonow - Agência Brasil
05/02/2022 - sábado às 15h24
Centenas de manifestantes estiveram em frente ao quiosque Tropicália, na Barra da Tijuca - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Centenas de manifestantes fizeram um protesto neste sábado, dia 5, em frente ao quiosque Tropicália, na Barra da Tijuca, onde o congolês Moïse Kabagambe foi morto. O ato reuniu familiares de Moïse e dezenas de entidades defensoras da causa negra e dos direitos humanos, além de organizações políticas diversas.
A mãe de Moïse, a congolesa Ivana Lay, discursou rapidamente, em cima do carro de som, e pediu justiça: "Queremos justiça para o Moïse, até o final".
No início da manifestação, um pequeno grupo tentou depredar o quiosque, mas foi prontamente reprimido com palavras pelos organizadores do protesto.
A prefeitura do Rio anunciou que os dois quiosques que foram "palco" para o assassinato de Moïse, na noite de 24 de janeiro, serão transformados em memorial ao jovem congolês, com a possibilidade de ser administrado pela sua família.
Após a concentração do ato, em frente ao quiosque, os manifestantes seguiram em passeata, pela Avenida Lúcio Costa, na orla da praia.
Botamba Ipombela, um integrante da Comunidade Congolesa do Rio de Janeiro, ressaltou que Moïse saía cedo para trabalhar, a fim de levar comida para casa. “Ele estava reclamando só o dinheiro dele, para levar arroz, feijão e carne para casa. A vida dos congoleses é muito difícil aqui no Rio. Só 20% têm carteira assinada. A maioria sai à rua para vender água, vender outras coisas, para trazer comida para a família”, disse Botamba.
Outros estados
Em São Paulo, o ato aconteceu da 10h às 14h no vão do Museu de Arte Moderna de São Paulo (Masp), localizado na Avenida Paulista, onde se reuniram vários movimentos sociais, de imigrantes e o movimento negro. Segundo participantes, o objeltivo foi reivindicar justiça pela morte de Moïse e dizer que Vidas Negras Importam, assim como a vida de todos os negros que são mortos brutalmente no Brasil.
Em Recife (PE) o ato será às 16h, em frente ao Shopping Boa Vista, no centro da cidade.
Deixe a sua opinião
ver todos