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"O Brasil é o grande celeiro do mundo", diz Alckmin, ao lançar Plano Safra com R$ 525,1 bilhões

Com o slogan "Crédito que fortalece o campo. Campo que alimenta o mundo", a nova edição amplia os recursos para custeio, comercialização e investimentos na produção agropecuária

Da redação

Da redação

01/07/2026 — quarta-feira às 07h05

"O Brasil é o grande celeiro do mundo", diz Alckmin, ao lançar Plano Safra com R$ 525,1 bilhões

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Com recursos recordes de R$ 525,1 bilhões, o Governo do Brasil lançou, nesta terça-feira (30/6), o Plano Safra 2026/2027 para a agricultura empresarial. Com R$ 9 bilhões a mais que na safra anterior, a iniciativa oferece linhas de crédito, incentivos e instrumentos de política agrícola voltados a médios e grandes produtores, com o objetivo de fortalecer a produção agropecuária brasileira.
 

Do total de recursos, R$ 384,9 bilhões serão destinados ao custeio e à comercialização, garantindo recursos para despesas essenciais da produção agropecuária, como a aquisição de insumos, a condução das lavouras, a manutenção dos rebanhos e a comercialização da produção.
 

Há 60 anos, o Brasil era importador de alimentos. Hoje é o maior exportador de alimentos do mundo. Nós estamos entre os quatro maiores produtores do mundo e somos o primeiro em exportação de alimentos. A alimentação é um ato de paz e o Brasil é o grande celeiro do mundo"
- Geraldo Alckmin
Presidente da República em exercício
 

Outros R$ 140,2 bilhões serão direcionados aos investimentos, apoiando a modernização produtiva, a ampliação da capacidade de armazenagem, a irrigação, a inovação tecnológica, a renovação de máquinas e equipamentos e o aumento da eficiência nas propriedades rurais.
 

O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, destacou que o Plano Safra 2026/2027 disponibiliza o maior volume de recursos da história, aliado à redução das taxas de juros para os produtores. "Esse era o objetivo, aumentar o Plano Safra e reduzir os juros", disse.
 

PRODUÇÃO — Com o slogan "Crédito que fortalece o campo. Campo que alimenta o mundo", o Plano Safra 26/27 reafirma o papel do crédito rural como instrumento estratégico para ampliar a produção agropecuária, fortalecer a renda no campo, garantir o abastecimento e a segurança alimentar, impulsionar as exportações e elevar a competitividade do agronegócio brasileiro.
 

O presidente em exercício mencionou que o agronegócio registrou crescimento recorde de 11,7% no PIB em 2025, impulsionado por sucessivas safras históricas e desempenho das exportações brasileiras. "Batemos recorde de produção, e a expectativa para este ano é de 353 milhões de toneladas. Nós batemos recorde de exportação no ano passado, 349 bilhões de dólares, dos quais 169 bilhões foram o agro. Tem um efeito fantástico na economia, no sentido de estabilidade, no sentido de fortalecer a economia brasileira", explicou.
 

Alckmin também enfatizou a evolução do Brasil como potência agroalimentar. "Há 60 anos, o Brasil era importador de alimentos. Hoje é o maior exportador de alimentos do mundo. Nós estamos entre os quatro maiores produtores do mundo e somos o primeiro em exportação de alimentos. A alimentação é um ato de paz e o Brasil é o grande celeiro do mundo", disse.
 

COMPROMISSO — Um dos principais avanços do Plano Safra 26/27 é a redução das taxas máximas de juros em linhas estratégicas da agricultura empresarial. A queda da taxa Selic abre uma importante janela para a redução do custo financeiro do produtor e para a ampliação da capacidade de contratação do crédito rural. Com juros menores, o produtor ganha mais previsibilidade para planejar a safra, realizar investimentos na propriedade e organizar sua atividade produtiva.
 

No Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), voltado aos médios produtores rurais, o volume previsto alcança R$ 72,6 bilhões, com taxa máxima de juros de 9% ao ano, inferior à praticada no ciclo anterior. A redução dos juros fortalece um segmento essencial para a produção de alimentos, a geração de empregos e a dinamização das economias locais. Com crédito mais acessível, os produtores ganham melhores condições para custear a produção, ampliar investimentos e conduzir o ciclo produtivo com mais segurança.


O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou que o agro é um dos grandes pilares do desenvolvimento econômico do país e ressaltou que um setor com essa relevância exige políticas públicas compatíveis com sua dimensão. Segundo ele, o Plano Safra é um instrumento estratégico para fortalecer a produção, ampliar a competitividade e garantir segurança alimentar.

"Poucos países conseguem reunir ao mesmo tempo segurança alimentar, inovação tecnológica, sustentabilidade, competitividade de capacidade exportadora. Não por acaso, o agronegócio brasileira representa cerca de um quarto de toda riqueza produzida no país. Um entre cada quatro empregos brasileiros está ligado ao agro e quase a metade de tudo que o Brasil exporta vem do campo, gerando aproximadamente, 169 bilhões de dólares em exportações", afirmou o ministro.

André de Paula também afirmou que o Plano Safra é a principal engrenagem do financiamento da agricultura brasileira. "É ele que organiza o crédito para custeio, investimento e comercialização, dá previsibilidade para quem produz, ajuda a garantir alimentos mais acessíveis para a população", registrou.
 

CAMPO + SUSTENTÁVEL — Além da redução geral das taxas, o Plano Safra 26/27 reforça o incentivo à adoção de práticas produtivas sustentáveis e à regularização ambiental das propriedades rurais, reconhecendo produtores que adotam boas práticas agropecuárias, padrões de gestão e certificações reconhecidas. A redução poderá ser de até 1,0 ponto percentual na taxa de juros de custeio.
 

O desconto contempla até 0,5 ponto percentual para produtores com Cadastro Ambiental Rural (CAR) em situação regular e outro 0,5 ponto percentual para aqueles que adotarem práticas agropecuárias sustentáveis. A medida fortalece a ideia de que produzir com responsabilidade e eficiência, também significa melhores condições de financiamento.
 

SAFRAS RECORDES — O ministro da Fazenda, Dario Durigan, frisou o desempenho do agronegócio nos últimos anos, marcado por sucessivas safras recordes, e apresentou um panorama das medidas adotadas pelo Governo do Brasil para garantir estabilidade e continuidade às políticas voltadas ao setor.
 

"Quando olho para os últimos anos, a gente percebe que o nosso agronegócio como um todo vai bem e tem nos dado safras recordes consecutivas. A cadeia do agronegócio representa hoje mais de 25% do PIB nacional. É muito importante que um setor tão expressivo da nossa economia tenha a estabilidade de Plano Safras subsequentes, o compromisso das equipes econômicas de debater temas".
 

AGRO RESILIENTE — A gestão de riscos também é um dos pilares do Plano Safra 26/27. O programa reforça a importância do Proagro e do seguro rural como instrumentos de proteção da produção e de segurança para o sistema de crédito. Ao vincular a possibilidade de renegociação das operações de custeio agrícola à existência de cobertura por Proagro ou seguro rural, a política estimula a adoção de mecanismos de gestão de risco. A medida busca fortalecer a responsabilidade compartilhada entre produtores, instituições financeiras e o poder público, reduzindo a dependência de soluções emergenciais após a ocorrência de perda.
 

APOIO — Guilherme Nolasco, diretor de relações corporativas da bioenergética INPASA, afirmou que, ao apoiar o produtor, o país apoia uma cadeira inteira de negócios, como pesquisa, inovação, indústria, logística, emprego e inserção no mercado internacional. "O Plano Safra é mais do que crédito, é confiança. Confiança em quem planta, que investe e trabalha, do pequeno ao grande produtos e das cooperativas, que organizam, integram e fortalecem o desenvolvimento regional", disse.
 

MODERNIZAÇÃO — O investimento segue como uma das prioridades desta edição, com recursos destinados à modernização da produção, à irrigação, à inovação, à renovação de máquinas e equipamentos, à recuperação de áreas produtivas e à sustentabilidade.

Nesse contexto, o programa reforça a modernização do InvestAgro, expandindo o apoio a sistemas de geração e distribuição de energia renovável, como energia solar, biomassa, energia eólica, cogeração e armazenamento de energia elétrica. As medidas contribuem para aumentar a produtividade, reduzir custos operacionais, ampliar a segurança energética e fortalecer a resiliência da produção agropecuária.

A armazenagem também recebe atenção especial. O apoio à ampliação, modernização, reforma e construção de armazéns e câmaras frias contribui para reduzir perdas, aprimorar a logística e amplificar a capacidade de conservação e comercialização da produção. Com maior autonomia para armazenar e comercializar seus produtos, produtores, cooperativas e agroindústrias ganham melhores condições de gestão, agregação de valor e competitividade.
 

CRÉDITO MAIS EFICIENTE — O custeio permanece como um dos principais instrumentos do Plano Safra, garantindo os recursos necessários para a aquisição de insumos, a condução das lavouras, o manejo dos rebanhos e a comercialização da produção. Em um cenário de custos ainda elevados, a redução das taxas de juros contribui para melhorar as condições de financiamento, ampliar a capacidade de planejamento e dar maior previsibilidade ao produtor.
 

O Plano Safra 26/27 também fortalece a complementaridade entre diferentes fontes de recursos, combinando recursos controlados, equalizados, não equalizados e fontes de mercado. Essa estrutura amplia a capacidade de financiamento do setor, permite atender diferentes perfis de produtores e finalidades de crédito e contribui para aumentar a oferta de recursos à agropecuária brasileira.
 

Com mais crédito, juros menores, incentivo a boas práticas agropecuárias, fortalecimento da gestão de risco, modernização energética, apoio à armazenagem e foco na execução, o novo Plano Safra reafirma o compromisso com uma agricultura empresarial forte, moderna, sustentável e competitiva.
 

FORTALECIMENTO — O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, também ressaltou a importância do Plano Safra e o esforço do Governo do Brasil para fortalecer o setor agropecuário em todas as suas dimensões. "Todo esforço do governo em renovar essa grande política pública que é o Plano Safra só demonstra cada vez mais a importância que o agronegócio tem para o nosso país. Agronegócio que gera emprego e renda, e hoje tem uma importância muito grande no que diz respeito à configuração e conformação do PIB do nosso país", destacou Motta.
 

ADAPTAÇÃO E PROTEÇÃO — Durante a cerimônia, também foram assinadas duas portarias voltadas ao fortalecimento da agropecuária brasileira. A primeira institui um Grupo de Trabalho Especial, coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), para avaliar os impactos do fenômeno El Niño sobre a produção agropecuária. O grupo ficará responsável por identificar as regiões e cadeias produtivas mais vulneráveis e propor medidas de mitigação, adaptação e proteção aos produtores rurais.

SUBPRODUTO DO ETANOL DE MILHO — Também foi assinada a portaria que estabelece, pela primeira vez, um padrão nacional de identidade e qualidade para o DDG, subproduto do etanol de milho utilizado na alimentação animal. A medida padroniza critérios de classificação, qualidade e rotulagem, fortalece a fiscalização, amplia a segurança jurídica e traz maior previsibilidade para produtores, indústrias e mercados consumidores.

 

 Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República 

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