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22 DE FEVEREIRO

Japão celebra o Dia do Gato e reforça a relação histórica entre felinos e humanos

Data inspirada no som do miado destaca curiosidades culturais, benefícios para a saúde e o simbolismo dos gatos ao redor do mundo

Robson de Castro

Robson de Castro

22/02/2026 — domingo às 08h02

Japão celebra o Dia do Gato e reforça a relação histórica entre felinos e humanos

08 13

No Japão, o dia 22 de fevereiro é dedicado aos felinos. A data foi escolhida porque a sequência 22/2 pode ser lida como “ni-ni-ni”, que lembra o som do miado em japonês, “nyan-nyan-nyan”. Oficializado em 1987, o Neko no Hi, ou Dia do Gato, celebra a presença desses animais na cultura japonesa, onde são associados à sorte, prosperidade e proteção, simbolizados pelo tradicional Maneki-neko, a famosa estatueta do gato que acena.

 

A convivência entre humanos e gatos é antiga e cheia de significados. No Egito Antigo, eles eram considerados sagrados e ligados à deusa Bastet, protetora do lar e da fertilidade. Ao longo dos séculos, os felinos passaram de guardiões de estoques de grãos contra roedores a companheiros domésticos em diversas culturas, consolidando uma relação que mistura utilidade, afeto e admiração.

 

Uma das cidades que melhor representa essa convivência é Istambul, na Turquia. Por lá, milhares de gatos vivem livremente pelas ruas, recebendo alimento, cuidados e respeito da população. Os animais fazem parte do cotidiano urbano, frequentam cafés, mercados e até áreas próximas a mesquitas, tornando-se um símbolo cultural da cidade.

 

Além do aspecto cultural, a ciência aponta benefícios da convivência com gatos. Estudos indicam que o contato com os felinos ajuda a reduzir o estresse, a ansiedade e a pressão arterial, além de contribuir para o bem-estar emocional e diminuir a sensação de solidão. O simples ato de acariciar um gato pode estimular a liberação de hormônios ligados ao relaxamento e à sensação de conforto.

 

Os gatos também marcaram presença na arte e no entretenimento. No cinema, um dos exemplos mais famosos é a cena de abertura de O Poderoso Chefão (1972), em que o personagem de Marlon Brando aparece acariciando um gato, elemento que reforçou a aura de poder e tranquilidade do personagem e se tornou um dos momentos mais icônicos da história do cinema.

 

A admiração pelos felinos atravessa gerações e inspira até reflexões de grandes personalidades. O escritor francês Victor Hugo resumiu essa relação ao afirmar: “Deus fez o gato para oferecer ao homem o prazer de acariciar um tigre”.

 

Entre cultura, ciência e simbolismo, os gatos também carregam um forte misticismo positivo. Em diversas tradições, são associados à intuição, à proteção energética e ao equilíbrio emocional. Discretos, observadores e independentes, os felinos continuam despertando fascínio e reforçando, dia após dia, o vínculo especial entre humanos e um dos companheiros mais enigmáticos do mundo animal.

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