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Doença de Parkinson. Presidente da Associação Brasil Parkinson explica sobre diagnóstico

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou que há aproximadamente 4 milhões de pessoas no mundo com o diagnóstico, o que representa 1% da população mundial a partir dos 65 anos.

da Redação BS9 - Victor Persico

da Redação BS9 - Victor Persico

04/04/2023 — terça-feira às 09h12

Doença de Parkinson. Presidente da Associação Brasil Parkinson explica sobre diagnóstico

No Brasil, estima-se que 200 mil pessoas irão viver com a efermidade. - Freepik

Descoberta há mais de 200 anos, a Doença de Parkinson é a segunda patologia degenerativa, crônica e progressiva do sistema nervoso central mais frequente, ficando atrás apenas da Doença de Alzheimer.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou que há aproximadamente 4 milhões de pessoas no mundo com o diagnóstico, o que representa 1% da população mundial a partir dos 65 anos.

Em estimativa, o número pode dobrar até 2040, com o aumento da expectativa de vida e o envelhecimento da população. No Brasil, estima-se que 200 mil pessoas irão viver com a efermidade.

Mas o que é a doença? O que a causa? Qual o seu tratamento?

A Dra Erica Tardelli, Presidente da Associação Brasil Parkinson, explica que a doença é ocasionada pela morte das células do cérebro, "em especial em uma área conhecida como substância negra, responsável pela dopamina, um neurotransmissor que, entre outras funções, controla os movimentos". A perda dos neurônios nessa região, que são responsáveis pela produção do neurotransmissor é o que causa e explica parte dos sintomas motores e não motores da doença". O motivo ainda não é conhecido, porém, "muito provalmente é ocasionado pela junção dos fatores genéticos e ambientais", explica Dra. Erica.

Ao contrário do Alzheimer, o Parkinson cursa com alterações cognitivas nas fases mais intermediárias da doença. "30% dos pacientes podem ter desde as fases iniciais compromentimentos cognitivos leve. É comum que aconteça nas fases intermediárias e avançadas da doença as alterações de memória de modo mais perceptível". No início, os sinais são mais sutis e com o avançar as alterações se intesificam.

Para a detecção da doença há o diagnóstico por exclusão, como diz Dra. Erica. "O médico neurologista solicita exames de imagem, com oa ressonância magnética funcional. Para descartar outra doença, o diagnóstico é exclusivamente clínico. A presença de bradicinesia, mais um segundo sintoma, que pode ser a rigidez, tremor ou alterações posturais, são o que detalhes que marcam o diagnóstico.

Com tratamento medicamentoso, reabilitação e cirúrgico é possível dar qualidade de vida e controlar os sintomas da Doença de Parkinson. "O medicamentoso é importante desde o início, não existindo o estigma de que é necessário esperar a doença avançar para dar início aos medicamentos. É importante também a reabilitação, com exercícios físicos, de moderado a intenso, bem orientado, podendo ser efetivo na diminuição da doença".

"A evolução é inexorável, ela virá. Porém, é possível pelas atividades fazê-las com que sua evolução seja mais lenta. Além disso, para cerca de 20% dos casos, é possível o tratamento cirúrgico, o Deep Brain Stimulation, a Estimulação Cerebral Profunda. Bem indicada, a bastante critério, ela tem se mostrado importante para o controle dos sintomas e também dar a qualidade de vida para as pessoas com o diagnóstico".

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