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Doença de Alzheimer e Demência; entenda suas diferenças e seus quadros

Segundo o neurologista Dr. Bruno Hojo Rebouças, as duas doenças não são as mesmas. "A demência é um diagnóstico sindrômico. Há vários tipos e são um conjunto de sinais e sintomas, tendo a doença de alzheimer como a mais comum"

da Redação BS9 - Victor Persico

da Redação BS9 - Victor Persico

08/03/2023 — quarta-feira às 18h03

Doença de Alzheimer e Demência; entenda suas diferenças e seus quadros

A demência é um diagnóstico sindrômico. Há vários tipos e são um conjunto de sinais e sintomas, tendo a doença de alzheimer como a mais comum - Freepik

Recentemente, a família do ator Bruce Willis divulgou que o ator foi diagnosticado com demência frontotemporal. Há um ano, Willis já havia virado notícia ao anunciar que estaria se aposentando devido a um distúrbio da fala denominado afasia. A disfunção faz com que o paciente se comunique com dificuldade.

Contudo, pouco se falava sobre a doença, comparado com a última semana, com dúvidas e questionamentos sobre a doença de alzheimer e demência, acompanhado por suas diferenças, modos de prevenção, estágios e tipos.

Segundo o neurologista Dr. Bruno Hojo Rebouças, as duas doenças não são as mesmas. "A demência é um diagnóstico sindrômico. Há vários tipos e são um conjunto de sinais e sintomas, tendo a doença de alzheimer como a mais comum, o que acaba sendo usada como sinônimo, de forma errada, por ser a principal forma de demência".

Em seus estágios, a demência conta com quatro tipos: Alzheimer, Frontotemporal, Vascular e Copos de Lewy. Enquanto a vascular é relacionada a pessoas que já sofreram um AVC, ou tenha tido algum tipo de comprometimento da circulação cerebral, o Corpos de Lewy afetam principalmente a parte cognitiva e a memória. "Existem outras, em que não é a demência em si, onde o paciente mostra sintômicas que são potencialmente reversíveis, devido a intoxicações, deficiência de vitaminas e outras causas", explica Dr. Bruno.

"Há uma classificação, que é mais fácil e simples, usada pelo Ministério da Saúde, e que também serve parar guiar a família: "Leve, Moderado e Grave", complementa.

Os sintomas se baseiam em alterações cognitivas, que vão desde alterações na memória, com uma característica específica de esquecimento, diferente do alzheimer, onde o esquecimento é voltado para memórias recentes, enquanto as antigas ficam consolidadas. "Pode-se contar com a alteração de comportamento, onde uma pessoa tranquila pode ficar agressiva, ou uma pessoa ativa ficar apática. Há casos de comportamento acumulador, onde a pessoa acumula objetos que encontra na rua como pedras e copos plasticos, por exemplo".

"Outros casos também mostram dificuldade executiva, onde o paciente não tem facilidade em execuções de ações, onde fica desorganizado e se esquece de onde deixou as chaves de casa ou onde guardou o dinheiro. Outro exemplo é a dificuldade com cálculos simples de adição e subtração e o visuoespacial, onde há dificuldade de fazer desenhos e organizar ideias visuais".

Diagnóstico, Prevenção e Cura

Há três formas de prevenção da demência: Tempo de estudo, relacionados a leitura diária; Alimentação saudável e atividade física.

"O cérebro é puro estímulo. É um grande pilar. Com uma alimentação saudável, evitando alimentos gordurosos, frituras, bebidas alcoólicas, atividades físicas e que façam o cérebro ser estimulado, melhor", explica Dr. Bruno.

O diagnóstico é clínico, feito com um médico neurologista ou geriatra. Não é, necessariamente, preciso de um diagnóstico de imagem; podendo ser dado após uma consulta médica. "Lógico que são feitos exames para exclusão de outras doenças para assim poder definir o tipo de demência queo paciente apresenta", explica o médico.

"Infelizmente, nã há cura. As síndromes demenciais reversíveis, seja por falta de vitamina B12, doenças infecciosas como sífilis, ou desordem metabólica causada por hipotiroidismo e hiponatremia crônica, são possíveis, tratando a causa de base. Entretanto, fazem parte da minoria das demências. A maioria são neurodegenerativas que com o tempo vão piorando. Não temos a cura, mas temos o tratamento afim de retardar a doença e dar qualidade de vida ao paciente e a família. Seguindo as orientações e acompanhamento médico já ditas de prevenção, com um bom estilo de vida, estimulando o cérebro e o corpo, é possível minimizar a progressão da doença", finaliza.

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