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Mortes pela Covid-19 em SP caem pela primeira vez em 2022

A média móvel de sete dias de novas mortes registrada hoje foi a menor em fevereiro

Leonardo Martins e Weudson Ribeiro - Folhapress

Leonardo Martins e Weudson Ribeiro - Folhapress

23/02/2022 — quarta-feira às 09h53

Mortes pela Covid-19 em SP caem pela primeira vez em 2022

Esta semana a taxa de ocupação em UTI (Unidade de Tratamento Intensiva) é de 56,1%. Há três semanas, estava em 74% - Foto: Reuters/Direitos Reservados

As mortes devido à Covid-19 no Estado de São Paulo caíram pela primeira vez em 2022, informou nesta quarta-feira, dia 23, o governador João Doria (PSDB). De acordo com os números da Secretaria Estadual da Saúde, o recuo foi de 11% na última semana epidemiológica.

"O avanço da vacinação impediu que a variante ômicron causasse mais mortes. Os cientistas estavam certos, é a vacina que salva. Muitas vidas foram poupadas no Estado de São Paulo por conta da vacinação", disse Doria em coletiva no Palácio dos Bandeirantes.

A média móvel de sete dias de novas mortes registrada hoje foi a menor em fevereiro, com 212 novas mortes. O pico de óbitos neste ano foi em 8 de fevereiro, quando o estado registrou uma média móvel de 288 mortes.

O número de casos e de hospitalizações também caíram mas isso já havia ocorrido nas últimas semanas. O secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn, também atribuiu o resultado à cobertura vacinal.

"Esta semana temos 56,1% de taxa de ocupação em UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Há três semanas, estava em 74%", afirmou.

No estado, 6.220 pessoas estão internadas com Covid, sendo:
- 2.540 em unidades de terapia intensiva e
- 3.680 em enfermarias.
- A redução das novas internações na última semana foi de 27,9%.
Segundo a gestão, no pico da terceira onda da variante ômicron, havia 11.501 pacientes internados. "Do dia 28 de janeiro para cá, houve queda de 56% nas hospitalizações por Covid. Nas enfermarias, a queda de internações foi de 52% e nas UTI, de 28%", disse o secretário.

Segundo os cálculos da equipe tucana, hoje, no Estado, há 10 milhões de pessoas elegíveis para receber a dose de reforço.

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