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RECUPERAÇÃO

Cadela Pandora está desnutrida, desidratada e com fraqueza

Laudo médico mostra que ela perdeu 7,2 kg após 45 dias desaparecida

Por Lívia Marra - Da Folhapress

Por Lívia Marra - Da Folhapress

02/02/2022 — quarta-feira às 07h01

Cadela Pandora está desnutrida, desidratada e com fraqueza

cadela pandora widemd - (foto: reprodução Instagram)

Localizada no domingo, dia 30, cerca de 45 dias depois de desaparecer durante uma conexão da Gol no aeroporto de Guarulhos, a cadela Pandora continua internada. Não há previsão de alta.


O tutor, Reinaldo Junior, afirma que ela perdeu muito peso, entrou em estado de caquexia e que aguarda os resultados dos exames para verificar a necessidade de eventual tratamento.


"Está desnutrida e desidratada, apresenta fraqueza ao andar e, por isso, está sendo mantida na fluidoterapia e alimentação protéica", escreveu nesta terça, dia 1º, em rede social.


Laudo médico preliminar, exibido pelo tutor, mostra que a cadela perdeu aproximadamente 7,2 kg e chegou à clínica pesando 12,8 kg.


O documento, assinado pela veterinária Denise Pastorello, aponta ainda que Pandora apresentava fraqueza ao andar, sonolência, desidratação moderada a severa, leve dor na coluna, apatia e respiração mais ofegante durante a noite.


"O momento agora é de concentrar na recuperação total dela", afirma Reinaldo. Segundo ele, seus advogados estão "dando o suporte e a tranquilidade necessária para esse momento de reencontro e logo começarão os próximos passos".


Pandora ia do Recife para Navegantes (SC) quando escapou da caixa de transporte -obrigatória para esse tipo de viagem- e desapareceu durante conexão de voo da Gol, em 15 de dezembro.


Reinaldo nunca desistiu de encontrá-la. Nesse período, fez mobilizações nas redes sociais e contou com apoio jurídico e de grupos em busca de sua filha, como chama Pandora.
A cadela foi localizada por um funcionário do aeroporto, na região do terminal 3.


"Perseverança foi a força que nos moveu durante todo esse tempo, nunca perdemos a fé e a esperança de que encontraríamos a Pandora e, por isso, não desistimos!", escreveu o tutor nas redes.


Transporte de animais
O caso reacendeu a discussão sobre o transporte de animais por companhias aéreas.


Empresas aéreas permitem animais de pequeno porte na cabine, desde que em caixas apropriadas e obedecendo a algumas regras -como peso. Animais maiores também podem viajar com o tutor caso se enquadrem como de assistência ou de trabalho -e há necessidade de comprovação para a autorização. Mas, conforme a raça e porte, eles só podem viajar no porão de aeronaves, e são despachados em caixas próprias, como cargas.


Sozinhos, cães já morreram por asfixia ou devido à temperatura. Nas redes, tutores e defensores da causa animal defendem que animal não é carga. Em outubro do ano passado, a Latam suspendeu por 30 dias a venda para o transporte de pets no porão para o mercado brasileiro, após uma morte.


Depois do caso Pandora, a Gol se comprometeu a revisar todas as etapas que envolvem o transporte de pets e aprimorá-los, "evitando que situações como essa jamais voltem a acontecer".

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