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SP tem plano para vacinar crianças em três semanas

Segundo o governo, o plano prevê a vacinação de 250 mil crianças por dia

Por Artur Rodrigues - Folhapress

Por Artur Rodrigues - Folhapress

05/01/2022 — quarta-feira às 09h30

SP tem plano para vacinar crianças em três semanas

Doria ressaltou que é necessário o envio das vacinas ou que autorize os estados a comprar a vacina da Pfizer - Eric Seals/Reuters

O governo João Doria (PSDB) anunciou, nesta quarta-feira, dia 5, um plano de vacinação para todas as crianças de cinco a 11 anos em três semanas em São Paulo.
 
Segundo o governo, o plano prevê a vacinação de 250 mil crianças por dia. "O governo elaborou um plano para imunização com apenas uma dose a todas as 4,3 milhões crianças desta faixa etária de 5 a 11 anos em 3 semanas", disse.
 
A informação foi anunciada durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sobre medidas relacionadas ao combate ao coronavírus.
 
Doria ressaltou que é necessário o envio das vacinas ou que autorize os estados a comprar a vacina da Pfizer. "Neste momento, a Pfizer, por contrato com o Ministério da Saúde, não pode vender a outros entes públicos", disse.
 
O governador também afirmou aguardar a decisão da Anvisa para uso emergencial da Coronavac. "O que permitiria o início imediato da imunização de 12 milhões de doses para imunização de crianças", disse.
 
O Ministério da Saúde, que planejava recomendar prescrição médica para vacinação de adolescentes e crianças, realizou uma consulta pública sobre o tema. No entanto, a maioria das pessoas foram contra a ideia. Cerca de 100 mil pessoas se manifestaram até o dia 2 de janeiro.
 
No entanto, após o resultado frustrar os planos do governo, a ideia da cobrança da prescrição médica deve ser abandonada.
 
Entidades que falaram sobre o assunto em audiência sobre o tema também foram contrárias à exigência de prescrição médica. Entre elas estão Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde), CFM (Conselho Federal de Medicina) e SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia).
 
Nésio Fernandes, representante do Conass, reiterou a posição do conselho. Ele afirmou que 20 estados, que reúnem mais de 80% da população, já publicaram normas sobre o tema e não será exigida a prescrição.

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