CINEMA
Entenda mais sobre um dos melhores filmes de todos os tempos
Pedro Juvenal
23/04/2026 - quinta às 11h00
Foto: Divulgação Netflix
O Poderoso Chefão Parte II, dirigido por Francis Ford Coppola, é considerado por milhares de pessoas como uma das maiores e melhores obras da história do cinema, sendo considerado uma narrativa ainda mais profunda e sombria que o primeiro filme dessa historia.
A historia do filme se divide em duas linhas temporais. Na primeira vemos a ascensão de um jovem Vito Corleone, interpretado por Robert De Niro, um dos melhores atores de todos os tempos, desde sua infância na Sicília até se tornar o poderoso chefe da máfia em Nova York que aparece no primeiro filme. Ao mesmo tempo também vemos a trajetória de Michael Corleone, que depois do primeiro filme já esta consolidado como líder da família, tentando expandir seus negócios enquanto enfrenta traições e investigações políticas.
Coppola constrói o filme de maneira genial, fazendo o tempo todo paralelos entre o jeito que Vito se sente em relação a sua família e o jeito que Michael enxerga essa mesma família. Ele usa em vários momentos o completo silêncio e a troca de olhares para transmitir tensão e a paranoia dos personagens. Michael, por exemplo, raramente fala sobre suas emoções, ele se mantem frio durante quase todo o filme e mesmo assim quem assiste sabe exatamente o que ele está pensando. Já Vito é humano, tem empatia e demonstra suas fraquezas para seus amigos, criando um contraste direto entre pai e filho, que mantem a mesma família com estratégias completamente diferentes.
Um dos momentos mais fortes do filme é quando Michael é traído por seu próprio irmão, Fredo. Essa traição coloca em risco a vida de Michael e de sua esposa. E quando no final do filme Michael decide deixar Fredo ser assassinado ele mostra para quem esta assistindo, que a família não é mais o mais importante, mas que a partir daquele momento tudo virou apenas uma questão de negócios, doa a quem doer, o mesmo homem que no primeiro filme tinha medo do mundo do crime, agora mata o seu próprio sangue.
Ao final, Coppola ainda escolhe mostrar Michael sozinho, enquanto a historia de Vito se encerra com amor e o surgimento de uma nova família, a de Michael se transforma em algo solitário, um jovem idealista que se torna completamente consumido pelo poder e pela necessidade de controle. E quanto mais ele tenta manter o legado de seu pai vivo, mas ele mata a única coisa com que Vito se importava, sua própria família.
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