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Nova sede da PF em Santos adota modelo inédito com recursos privados

Pedra fundamental foi lançada ontem pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. Orçada em R$ 58 milhões e com entrega prevista para 2029, a obra reforça a estrutura de segurança no Porto de Santos

Sandro Thadeu

20/03/2026 - sexta às 04h00

Modelo inédito
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), e o presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, lançaram ontem a pedra fundamental da nova sede da Polícia Federal (PF) em Santos, que marca a adoção de um modelo pioneiro no País. O projeto será o primeiro do Brasil a erguer uma unidade da PF com participação direta de recursos privados — formato que poderá ser replicado em outras regiões.

Parceria estratégica
A estrutura será viabilizada por meio de contrapartida da Associação Gestora da Ferrovia Interna do Porto de Santos (AG-Fips). Para garantir o investimento, a APS abriu mão da outorga prevista no contrato, classificando a iniciativa como estratégica para o complexo portuário.

Projeto robusto
A nova sede será erguida em um terreno de 5,8 mil metros quadrados, na entrada do canal de navegação, ao lado do Centro de Convenções e do Terminal Pesqueiro Público de Santos. O prédio terá dez andares, investimento estimado em R$ 58 milhões e previsão de entrega em 2029.

Saída do cargo
Segundo Costa Filho, a iniciativa fortalece a atuação da PF no enfrentamento ao tráfico internacional de drogas, contrabando e outras modalidades de crime organizado. O ministro deixará o cargo no próximo dia 2 para concorrer ao Senado por Pernambuco.

Vitrine institucional
Pomini ressaltou o peso simbólico da localização da unidade. Para ele, a presença da corporação na entrada do canal reforça a imagem de controle e organização do maior porto da América Latina diante do fluxo internacional de embarcações. “Mais do que um prédio, é uma mensagem de organização institucional e de projeção do porto do futuro”, destacou.

Presença do Estado reforçada
Para o superintendente regional da Polícia Federal em São Paulo, Rodrigo Luiz Sanfurgo de Carvalho, o projeto vai além de uma obra física. “Representa uma decisão estratégica do Estado brasileiro de fortalecer sua presença em um dos ambientes mais relevantes e desafiadores do país”, afirmou.

Salto operacional
O dirigente ressaltou que a nova sede, dentro da área portuária, ampliará a capacidade de atuação da corporação. “É um salto de qualidade na capacidade operacional, com mais tecnologia, inteligência e integração no combate ao crime organizado”, explicou. Com a nova unidade, a PF pretende concentrar diferentes frentes de atuação em um único espaço, incluindo polícia marítima, atividades de controle migratório e áreas laboratoriais e tecnológicas, o que deve aumentar a eficiência das operações.

Decisão unânime
Na tarde de ontem, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) rejeitou, por unanimidade, o recurso apresentado pelo advogado Bhauer Bertrand de Abreu (União), que concorreu ao cargo de vereador, em Itanhaém, e manteve a decisão de primeira instância que o condenou por compra de votos e abuso de poder econômico durante o pleito de 2024. Ele ficará inelegível por oito anos e terá de arcar com uma multa de R$ 10 mil.

Provas consistentes
O juiz de primeiro grau, Paulo Alexandre Rodrigues Coutinho, apontou que o réu prometeu pagamentos na véspera e no dia da eleição em troca de votos e para quem realizasse boca de urna. A apuração reuniu áudios e mensagens de cidadãos que aceitaram a proposta, mas não receberam o valor prometido. Um deles confessou que ganhou R$ 150,00 para votar em Abreu. Outro admitiu que foi agraciado com R$ 100,00. Também foram identificados cadastros com dados dos locais de votação de várias pessoas.

Recontagem de votos
Com essa decisão de segunda instância, a Justiça Eleitoral poderá determinar nas próximas semanas que seja feita uma recontagem de votos para o Legislativo. Os 657 sufrágios recebidos por Bhauer serão anulados. Diante desse cenário, o vereador Bill Gomes (União) perderia o mandato para o também advogado Lucas Pereira (Pode).

Movimentação partidária
A ex-senadora do Mato Grosso do Sul e atual ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, admitiu publicamente, pela primeira vez, a possibilidade de deixar o MDB e se filiar ao PSB. A declaração foi feita em entrevista ao jornalista José Luiz Datena, no programa Na Mesa com Datena, da TV Brasil, que ainda será exibido. Um trecho da conversa foi antecipado ontem nas redes sociais.

Novo desafio
Segundo a titular da pasta, o convite para ingressar na legenda partiu do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro do Empreendedorismo, Márcio França (ambos do PSB). Ela é um dos nomes cotados para disputar o Senado por São Paulo.

Portas abertas
Datena interrompeu a entrevista e ligou para Márcio para saber a opinião dele sobre a possível chegada de Simone ao partido. Ele fez questão de elogiar a colega. "Para nós seria uma grande honra. Uma pessoa qualificada, preparada. E para São Paulo, em especial, talvez a gente voltasse a ter senadores que tenham influência no Brasil", destacou. 

Sem obstáculos
Simone disse que uma eventual filiação passa pelo diálogo com a direção do partido em São Paulo, comandada pelo deputado estadual Caio França. No dia 3 de fevereiro, o parlamentar disse que o partido estava de portas abertas para ela por ser uma política "séria, preparada e qualificada" que fortaleceria o projeto do PSB em âmbito estadual e nacional. 

Convite
O vereador de Santos Cacá Teixeira (PSDB) esteve reunido ontem com o presidente estadual da sigla, Paulo Serra, para conversar sobre as eleições deste ano. O parlamentar recebeu o convite para ser candidato a deputado estadual em outubro. "Sigo avaliando esse caminho com seriedade, ouvindo, refletindo e, principalmente, pensando no que é melhor para continuar fazendo a diferença na vida da nossa gente", disse o legislador.

Dedicação à vida pública
Cacá é uma das principais lideranças tucanas da Baixada Santista e tem uma extensa lista de serviços prestados à comunidade. Atual vice-presidente da Santa Casa de Santos e ex-presidente da Casa da Criança de Santos, o vereador foi vice-prefeito da Cidade entre 2009 e 2012. Além disso, comandou as secretarias de Ação Comunitária e Cidadania (atual Desenvolvimento Social), entre 2005 e março de 2012, e de Gestão, de 2017 a 2020.

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