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Câmara de Cubatão cobra maior contrapartida da Ecovias ao Município

O Legislativo defende que a empresa contribua com recursos para a área da saúde

Sandro Thadeu

13/02/2026 - sexta às 04h30

Reforço para a saúde
Os vereadores de Cubatão cobraram da Ecovias, a concessionária do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), uma contrapartida oferecida ao Município, especialmente na área da saúde. A solicitação foi feita na noite da última quarta-feira, durante audiência pública realizada na Câmara pela Comissão Especial de Inquérito (CEI) que apura os danos causados pela empresa à Cidade. 

Custo invisível
Presidente da CEI, o parlamentar Marcinho (PSB) afirmou que a concessionária se beneficia do território, mas transfere os passivos ambientais e sociais para os municípios da região. A comissão levantou que, nos últimos dois anos, a rede de saúde de Cubatão atendeu 180 ocorrências e mais de 400 vítimas de acidentes no SAI. "A Ecovias não coloca uma cadeira de rodas, uma maca no nosso hospital", desabafou.

Fica a dica
Durante a audiência pública, o parlamentar sugeriu que a empresa tem condições de bancar o custeio de um andar do hospital, com 10 leitos de UTI (unidade de terapia intensiva), 20 de enfermaria e um centro cirúrgico. Para Marcinho, seria importante que a Ecovias viabilizasse uma ala de queimados e a aquisição de um equipamento de ressonância magnética. 

À disposição
Em resposta aos vereadores e à comunidade, o coordenador de Relações Institucionais do Grupo EcoRodovias, Caio Cesar Vicentini de Barros, explicou que a concessionária repassa 25% do ISS recolhido para Cubatão — a maior fatia entre os nove municípios da Baixada Santista.

Oportunidades de melhorias
Além disso, o executivo deixou claro que a empresa está aberta a ouvir propostas da Prefeitura e dos vereadores para contribuir com a saúde. "Hoje, existem leis de incentivo que falam sobre saúde, vinculadas ao Ministério da Saúde, e elas são passíveis de receber esse aporte por parte das empresas, coisa que credenciaria não só receber recursos da Ecovias, mas também de outras empresas. Entendo que a gente consiga também fazer isso de uma maneira conjunta, construir propostas e, talvez, irmos juntos até o Ministério da Saúde", destacou.

Obra esquecida
O presidente da Câmara de Santos, Adilson Junior (PP), apresentou ontem requerimento questionando o Executivo sobre a construção de uma ciclovia segura que ligue o Município a Cubatão, conforme previsto em 2020, quando foi inaugurada a nova entrada da Cidade pela Via Anchieta. 

Ciclofaixa da morte
Essa reivindicação partiu do Movimento SOS Ciclistas e da Associação Brasileira de Ciclistas, presidida por Jessé Teixeira Félix. As lideranças desses grupos criticam a ciclofaixa implantada à época, classificada como improvisada, sem iluminação e proteção adequadas, em meio ao tráfego pesado de caminhões, ônibus e automóveis. Em razão da grande quantidade de acidentes, esse trecho ficou conhecido como “ciclofaixa da morte”.

Memória apagada?
O Instituto Telma de Souza e o vereador de Santos Chico Nogueira (PT) defenderam a preservação da memória da ex-líder comunitária e primeira presidente da legenda na Cidade, Edméa Ladevig, em uma unidade municipal de educação (UME). Essa reação se deve ao fato de o prefeito Rogério Santos (Republicanos) ter assinado um decreto que alterou o nome da escola que a homenageava  para Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé.

Exemplo
"Edméa fez história rompendo barreiras em um cenário político majoritariamente masculino e
abrindo caminhos para tantas outras mulheres na vida pública. Sua trajetória foi marcada pelo compromisso com a democracia, com a participação popular e com a luta por justiça social. Preservar seu nome naquele espaço é preservar a memória de uma mulher que dedicou sua vida à construção de uma cidade mais justa, igualitária e democrática", destacou Chico.

Fim da polêmica
Na tarde de ontem, durante participação no programa Ponto de Vista, da TV Santa Cecília, apresentado pelo jornalista Edgar Boturão, a vice-prefeita e secretária municipal de Educação, Audrey Kleys (sem partido), explicou que o espaço onde estava a escola com nome de Edméa, na Rua Bahia (atrás da nova UME), será reformado e abrigará o Centro de Formação em Inclusão. A obra deverá ser custeada pelo Rotary Club.

Sob nova direção
Por unanimidade, a Comissão de Infraesturutra da Assembleia Legislativa aprovou nesta semana a indicação do governador Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos) para que o engenheiro industrial e atual secretário-executivo da pasta de Parcerias em Investimentos, Diego Domingues, para comandar a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp).

Passagem curta
Domingues ficará no lugar do economista Daniel Antonio Narzetti, que estava à frente da Arsesp desde novembro do ano passado. Esse órgão tem a responsabilidade de controlar e fiscalizar os serviços de saneamento básico, gás canalizado e serviços de energia elétrica.
 

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