Litoral

Médica pediatra fala sobre a importância de vacinar as crianças entre 5 e 11 anos contra a Covid-19

Não há contraindicação da vacina mesmo para crianças que têm alergia

24/01/2022 - segunda às 16h55
Crianças devem estar acompanhadas pelos pais ou responsáveis e precisam apresentar documentos em caso de comorbidade - (foto: divulgação/PMG)

As cidades da Baixada Santista seguem vacinando suas crianças com idade entre 5 e 11 anos contra Covid-19 com a vacina pediátrica da Pfizer. Nesta etapa, as doses estão sendo aplicadas em crianças com comorbidades, deficiências, indígenas e quilombolas. Nesta segunda-feira, dia 24, Santos inicia a vacinação das crianças desta faixa etária de uma maneira geral.

Para receber o imunizante, elas devem estar acompanhadas pelos pais ou responsáveis, que precisam apresentar documentos que comprovem a comorbidade da criança, como exames, relatórios médicos e prescrição médica.
 
"A vacinação é importante pra promover saúde das crianças e evitar o desenvolvimento da forma grave da doença, podendo inclusive levar a morte. Ao mesmo tempo, sendo vacinadas, há diminuição da circulação do vírus", explica Isabel Cristina de Souza, médica pediatra e acupunturista que tem seu consultório em Cubatão.
 
Ela diz que não há contraindicação da vacina, mesmo para crianças que têm alergia, e estudos já provaram que ela é muito segura e eficaz. Até pacientes oncológicos em tratamento podem receber o imunizante, que dá poucas reações.
 
"As reações podem ser dor no local da aplicação, vermelhidão, febre e dor no corpo. Não há relados de reação grave em crianças e se algum sintoma persistir após 72 horas, é indicado procurar um médico".
 
Não é a toa que 7 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 já foram aplicadas em crianças desta faixa etária nos Estados Unidos e, destas, apenas oito casos de miocardite, uma inflamação no coração, foram detectados.
 
"Gostaria de acrescentar que as mães não deixem de vacinar seus filhos. Já é sabido que a vacina é segura, sem grandes efeitos colaterais, e que ela desencadeia imunidade nos pequenos. Temos que confiar na ciência!", finaliza Isabel.