Coluna Flashback - Teatro Coliseu: mesmo com seu 'abre e fecha', os santistas têm orgulho dele
O imponente imóvel no Centro de Santos, que já foi fechado e reaberto diversas vezes, já abrigou de tudo um pouco
28/04/2022 - quinta às 16h18Em 18 de julho de 1897, a Companhia Coliseu Santista, fundada por José Luis de Almeida Nogueira e Heitor Teixeira Penteado, inaugurou um ginásio de esportes com arquibancadas e um velódromo, permanecendo ativo até 1903. Abandonada, a construção chamou a atenção do empresário Francisco Serrador, que adquiriu a propriedade e lá inaugurou um bar em 23 de julho de 1909.
Nesse período o edifício foi muito usado para atividades políticas, sendo notória uma conferência de Ruy Barbosa. Posteriormente, passou por uma grande reforma e, em 1924, foi reinaugurado pela Companhia Cinematográfica Brasileira com sua configuração atual, sob o nome de Teatro Coliseu Santista, projetado por João Bernils.
A década de 50 foi marcada pela decadência das casas teatrais conforme os interesses sociais de Santos se voltavam para a orla da praia. O Coliseu passou a ser utilizado também para festas de formatura, além de ter sua estrutura modificada nas décadas seguintes para a instalação não apenas de lojas como também um cartório, uma farmácia e uma sede de clube na cobertura, onde anteriormente funcionava um cassino.
Em 1967 começou a ser descaracterizado, com a demolição dos fundos do teatro para a construção de um posto de gasolina. Já na década de 70, a exibição de filmes pornográficos toma o lugar do teatro. Com a precarização da estrutura, foi desativado na década de 1980. Em agosto de 1989 a prefeita Telma de Souza decretou a desapropriação do imóvel, que o levou a ser tombado em dezembro do mesmo ano.
Em 11 de janeiro de 1994 o Condephaat realizou uma consulta à Prefeitura de Santos sobre a existência de diretrizes para o restauro do Coliseu. A conclusão total de sua restauração deu-se em janeiro de 2006, onde foram gastos R$ 20 milhões.
Em 5 de abril de 2013, o Coliseu volta a fechar para se adequar à segurança, melhorar o sistema de ar-condicionado e obter o AVCB dos Bombeiros. O prédio jamais teve o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros e, no momento da adequação, com o fechamento em 2013, dos 44 extintores instalados em janeiro, quase todos estavam vencidos desde 2012. Um era remanescente de 2011!
Mas a novela do “abre e fecha” ainda teria mais capítulos! Em plena pandemia, no primeiro trimestre de 2020, o Coliseu fechou novamente. Dessa vez, os serviços incluem limpeza, escovamento, raspagem, preparo das superfícies, remoção de sujeiras e das partes soltas; recuperação dos elementos decorativos e frisos e pintura.
Ainda não há data oficial para a entrega ao povo santista. Independentemente de todas essas intervenções, o santista tem muito orgulho de seu histórico teatro!