MEIO-AMBIENTE

Central de compostagem transforma restos de feiras-livres em adubo orgânico

Unidade funciona ao lado do Viveiro Municipal, onde são cultivadas plantas para áreas verdes

25/06/2026 - quinta às 16h00
Foto: Jairo Marques

Em Praia Grande, restos de legumes, verduras, frutas e outros produtos  frescos descartados em feiras-livres são o ponto de partida da  produção municipal de adubo orgânico para o cultivo de plantas  utilizadas no paisagismo urbano. O processo de transformação de refugo  em fertilizante leva três meses em média e é realizado na Central de  Compostagem, estrategicamente instalada ao lado do Viveiro Municipal,  no bairro Tupiry. Em uma área de 2.959 metros quadrados, as unidades  ficam a cargo da Secretaria de Serviços Urbanos (Sesurb).


O sistema de tratamento de resíduos começa com a seleção do que é  recolhido nas feiras: o que for apropriado vai para a leira, uma pilha  alongada de camadas de matéria orgânica e cobertura que pode chegar a  mais de um metro de altura, cuja temperatura é controlada. A central  conta com 26 leiras de 12 metros de comprimento por 1,5 metro de  largura cada. Por baixo da leira há um canal de drenagem com conexões  que levam o líquido da decomposição até um tanque de captação. Esse  chorume também é aproveitado para enriquecer a terra.


Galhos de podas de árvores são adicionados no processo, após passar  por um triturador. Atualmente, há um maquinário desse tipo, mas a  expectativa é de novas aquisições, como informa o subsecretário de  Resíduos e Áreas Verdes da Secretaria de Serviços Urbanos (Sesurb),  Marcelus Condé Machado. Ele cita que a redução de gastos é um dos  benefícios da central, uma vez que a produção de composto orgânico  dispensa compra de adubo. “Essa estrutura permite um processo mais  eficiente, atendendo à crescente demanda por vegetação para áreas  verdes e recuperação ambiental.”


Além de nutrir novas mudas, o adubo produzido recupera plantas com  problemas de desenvolvimento, que retornam aos jardins da cidade após  o período de cuidados especiais no Viveiro Municipal. Machado observa  que, além das vantagens que propicia, a central de compostagem não  gera odor.



ECOPONTOS - A compostagem é uma forma de enriquecer o solo e favorecer  o desenvolvimento das espécies cultivadas, mas também ajuda a reduzir  o volume de lixo orgânico, destinando-o corretamente. Praia Grande vem  investindo em outras iniciativas sustentáveis e a favor do meio  ambiente. Um dos destaques é a rede de Ecopontos, com 24 unidades  espalhadas pelos bairros, complementando as coletas domiciliar e  seletiva e o serviço de Rapa-treco, cujo caminhões recolhem materiais  inservíveis.


Cada unidade de Ecoponto possui caçambas para despejo de materiais  recicláveis, pilhas, óleo de cozinha e pequenas quantidades de entulho  de construção civil (até dois metros cúbicos por descarte). Ainda são  locais de arrecadação de tampas de garrafas pet e lacres de latas de  alumínio, usadas pelo Fundo Social de Solidariedade para aquisição de  cadeiras de rodas para fins assistenciais. Pneus são aceitos somente  nos Ecopontos dos bairros Caiçara, Aviação, Esmeralda e Tupi.


No bairro Tupiry, o Ecoponto se localiza ao lado da Central de  Compostagem e do Viveiro Municipal, na rua Ariovaldo Augusto de  Oliveira esquina com a rua Carlos José Ângelo Berti. Mais informações  sobre os serviços, bem como horários e endereços das demais unidades,  estão disponíveis do site da Prefeitura: www2.praiagrande.sp.gov.br.