SAÚDE

Inverno eleva em até 25% os riscos ao coração

Esse aumento está relacionado a um mecanismo natural do corpo, responsável por manter o equilíbrio interno. Em dias frios, ocorre a vasoconstrição, um estreitamento dos vasos sanguíneos que eleva a resistência à passagem do sangue.

13/05/2026 - quarta às 15h05

Antes mesmo da chegada do inverno e da queda mais acentuada das temperaturas, já é importante voltar a atenção para a saúde do sistema vascular, também conhecido como sistema circulatório. Responsável por transportar o sangue por todo o organismo, ele desempenha funções essenciais, como levar oxigênio e nutrientes às células e eliminar resíduos metabólicos e dióxido de carbono.

De acordo com o cardiologista e diretor médico assistencial do São Cristóvão Saúde, Dr. Fernando Barreto, o frio tem impacto direto no aumento de problemas cardiovasculares. “Durante o inverno, segundo dados da American Heart Association, pode haver um crescimento de até 25% nos casos de doenças como insuficiência cardíaca, infarto agudo do miocárdio e alguns tipos de arritmia”, explica.

Esse aumento está relacionado a um mecanismo natural do corpo, responsável por manter o equilíbrio interno. Em dias frios, ocorre a vasoconstrição, um estreitamento dos vasos sanguíneos que eleva a resistência à passagem do sangue. Como consequência, há aumento da pressão arterial e maior risco de eventos cardiovasculares, especialmente em pessoas com histórico da doença, ainda que não diagnosticado. “Isso pode desencadear quadros que vão desde angina até situações mais graves, como infarto, arritmia, AVC e até morte súbita”, alerta o especialista.

Outro fator que agrava o cenário no inverno é a piora na qualidade do ar. A redução das chuvas favorece o acúmulo de poluentes, como monóxido de carbono, dióxido de nitrogênio e dióxido de enxofre. Esse contexto compromete a oxigenação do sangue e aumenta a sobrecarga do coração. “Quando o organismo recebe menos oxigênio, o coração precisa trabalhar mais para compensar essa deficiência, o que eleva o risco cardíaco”, explica Barreto.

Prevenção é fundamental