POR DENTRO DA POLÍTICA DA BAIXADA SANTISTA

Ex-primeira-dama pede exoneração da Prefeitura de Bertioga

A saída do Governo foi oficializada dois dias após Vanessa Matheus ser condenada, em primeira instância, por atropelar ciclista em 2022

09/05/2026 - sábado às 04h00

Fora do Governo
A ex-primeira-dama do Bertioga Vanessa Menniti Matheus pediu exoneração do cargo de diretora do Departamento de Ações Governamentais. A portaria foi assinada ontem pelo chefe do Executivo municipal, Marcelo Vilares (União), com efeito retroativo ao dia 1º de maio. Ela foi casada com o engenheiro Caio Matheus (PSD), que comandou a Cidade entre 2017 e 2024 e atualmente é pré-candidato a deputado estadual.

Esclarecimento
Originalmente, a coluna informou que o gestor havia a exonerado após ela ter sofrido um revés na Justiça. Em contato com a coluna, Vanessa informou que pediu para deixar a função, em uma carta de próprio punho, no dia 30 de abril, mas a saída do governo foi oficializada somente em 8 de maio.

Condenação em primeira instância
A publicação sobre a exoneração de Vanessa saiu na edição do Diário Oficial da última sexta-feira. No último dia 6, a juíza da 2ª Vara de Bertioga, Maisa Leite, condenou a ex-primeira-dama da Cidade por lesão corporal culposa (quando não há intenção de causar ferimento) pelo atropelamento de um ciclista ocorrido no dia 9 de dezembro de 2022, na Rua João Ramalho, no bairro Maitinga.

Agravante
A vítima sofreu lesões corporais de natureza grave, incluindo traumatismo craniano e fraturas nos ossos das pernas e dos pés. A pena foi agravada porque Vanessa não prestou socorro ao ciclista e pelo fato de a vítima estar na calçada, onde, em tese, deveria estar seguro. 

Pena alternativa
A ex-primeira-dama de Bertioga recebeu pena de 1 ano, 11 meses e 12 dias em regime aberto, convertida em prestação de serviços comunitários por sete horas semanais durante o período da condenação, além do pagamento de dez salários mínimos à vítima (R$ 16.210,00). Ela também terá de pagar o mesmo valor a título de indenização pelos danos causados e ficará proibida de dirigir por um ano. A condenação ainda cabe recurso.

Lançamento
O médico epidemiologista Fábio Mesquita lançará hoje, às 16 horas, o livro Diário de Bordo. A publicação trará relatos, experiências e curiosidades da trajetória pessoal, política e profissional do autor no Brasil e no exterior. O evento ocorrerá na Casa das Culturas de Santos, localizada na Rua Sete de Setembro, 49, na Vila Nova. 

Experiência internacional
Mesquita ganhou projeção nacional em 1989, durante a gestão da prefeita Telma de Souza (PT), quando Santos implantou o primeiro programa municipal de combate à aids do País. De 1995 a 1996, exerceu o mandato de vereador pelo PCdoB. O epidemiologista atuou por 12 anos na Organização Mundial de Saúde (OMS) e comandou o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde entre junho de 2013 e maio de 2016. Mais recentemente, esteve à frente da Secretaria de Saúde de Guarujá entre março de 2025 e fevereiro deste ano.  

Mudança na Mesa Diretora
Ontem, o vereador de Itanhaém Alexandre da Regional (MDB) passou a fazer parte da Mesa Diretora do Legislativo ao ser eleito como segundo secretário. Ele ficou na vaga de Bill Gomes (União), que perdeu o mandato após uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). 

Dança das cadeiras
A mudança beneficiou diretamente Lucas Pereira (Pode), empossado durante a mesma sessão legislativa. A alteração ocorreu após o TRE-SP ter condenado, no mês passado, o advogado Bhauer Bertrand de Abreu (União) por abuso de poder econômico e captação ilícita de votos no pleito de 2024. Com a anulação dos votos do candidato, o Podemos ultrapassou o União Brasil na contagem eleitoral e garantiu a cadeira no Legislativo. 

Agenda em Santos
A deputada federal Adriana Ventura (Novo) esteve na região ontem para uma série de atividades partidárias. Um dos compromissos foi com o ex-vereador de Santos e pré-candidato à Assembleia Legislativa Augusto Duarte. Ela também esteve reunida com o contador e professor Marcelo Rocha, que foi candidato a prefeito de São Vicente pelo partido nas últimas eleições.

São Paulo enfraquecido
Adriana também concedeu entrevistas à imprensa e defendeu mudanças na representação parlamentar. Segundo a congressista, São Paulo deveria ter 112 representantes na Câmara Federal com base nos critérios populacionais, mas possui apenas 70 cadeiras, limite estabelecido pela Constituição Federal. Ela também mencionou que, de cada R$ 10,00 arrecadados pela União em São Paulo, apenas R$ 1,00 retorna ao Estado.