BIENAL

Itinerância da 36ª Bienal de São Paulo chega a Santos, em parceria com o Sesc

Programa de mostra itinerante marca o retorno da Bienal à cidade portuária, em parceria histórica iniciada em 2011

08/04/2026 - quarta às 09h00

 A Fundação Bienal de São Paulo e o Sesc anunciam a itinerância da 36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática no Sesc Santos, de 9 de abril a 21 de junho de 2026. Esta é a terceira vez que a cidade portuária recebe o programa de itinerâncias da Bienal, em uma trajetória que começou em 2011 com a 29ª edição e se renovou em 2014 com a 32ª Bienal.

Realizadas desde 2011, as mostras itinerantes tornaram-se uma extensão fundamental da Bienal de São Paulo, fazendo com que obras e debates apresentados no Pavilhão Ciccillo Matarazzo se reconfigurem em diálogo com contextos locais diversos, ativando outras leituras e relações com públicos. Na 36ª edição, esse movimento ganha novos territórios.

A mostra na unidade do Sesc em Santos reúne nove artistas participantes da 36ª Bienal de São Paulo: Akinbode Akinbiyi, Andrew Roberts, Helena Uambembe, Vilanismo, Josèfa Ntjam, Manauara Clandestina, Ming Smith, Moisés Patrício e Rebeca Carapiá. Com curadoria de Thiago de Paula Souza, cocurador da 36ª Bienal de São Paulo e responsável por essa itinerância, a seleção de obras estabelece um diálogo entre práticas artísticas que investigam memória, território, deslocamento e resistência a partir de múltiplas geografias e histórias. O conjunto reúne fotografias, vídeos, instalações e esculturas que abordam processos de migração, construção de identidades, violência estrutural e a busca por pertencimento em territórios em transformação.

Thiago de Paula Souza, destaca a escolha das obras para Santos parte da vocação histórica da cidade como porto de entrada e saída.

"Reunimos aqui trabalhos que investigam processos de deslocamento, migração e construção de memória em diferentes contextos geográficos. Das fotografias de Akinbode Akinbiyi sobre São Paulo às investigações do coletivo Vilanismo sobre cultura negra no Brasil, das videoinstalações de Andrew Roberts e Manauara Clandestina aos registros de Ming Smith sobre a vida cultural afro-americana, a mostra propõe um percurso que questiona: como criar vínculos e pertencimentos quando os territórios, as histórias e as identidades estão em constante movimento?", analisa.

Para Andrea Pinheiro, presidente da Fundação Bienal de São Paulo, retornar a Santos pela terceira vez é motivo de grande alegria. "Esta trajetória com o Sesc, que se iniciou em 2011, com o início do programa, e se renova a cada edição da Bienal desde então demonstra que construímos uma relação sólida de confiança e compromisso mútuo. O Sesc não é apenas um parceiro estratégico, mas uma instituição que compartilha conosco a crença na arte como ferramenta de transformação social e na importância de levar a Bienal para além do eixo da capital", afirma.

"Resultado da longeva parceria com a Fundação Bienal de São Paulo, a realização da itinerância da 36ª Bienal de São Paulo na unidade de Santos reafirma o compromisso do Sesc em proporcionar ações que contribuam para a formação de repertórios contemporâneos variados, propiciando espaços de encontro, escuta e reflexão crítica", afirma Luiz Galina, diretor do Sesc São Paulo

Além da circulação das obras, o programa de mostras itinerantes se estrutura a partir de um eixo educativo transversal, com com formações voltadas às equipes de professores locais, encontros online e presenciais, ações e programas para diferentes públicos, além de visitas mediadas e palestras.

Sobre a 36ª Bienal de São Paulo
Com conceito criado pelo curador geral Bonaventure Soh Bejeng Ndikung, em parceria com os cocuradores Alya Sebti, Anna Roberta Goetz e Thiago de Paula Souza, a cocuradora at large Keyna Eleison e a consultora de comunicação e estratégia Henriette Gallus, além dos cocuradores adjuntos André Pitol e Leonardo Matsuhei, a 36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática se inspira no poema "Da calma e do silêncio", da escritora Conceição Evaristo, e tem como um de seus principais fundamentos a escuta ativa da humanidade em constante deslocamento, encontro e negociação.

A Fundação Bienal de São Paulo agradece seu parceiro estratégico Itaú e seus patrocinadores master Bloomberg, Bradesco, Citi, Petrobras, Vale e Vivo.

Este projeto é realizado com recursos da Lei de Incentivo à Cultura, Ministério da Cultura e Governo do Brasil, do lado do povo brasileiro.

Sobre o Sesc São Paulo
O Serviço Social do Comércio é uma entidade privada com finalidade pública, criada em 1946 por iniciativa do empresariado do setor de comércio de bens, serviços e turismo, e que tem como missão contribuir para a qualidade de vida dos trabalhadores dessas categorias, seus dependentes e da sociedade em geral. No estado de São Paulo, o Sesc conta com uma rede de 44 unidades, incluindo centros culturais e esportivos, bem como unidades especializadas. Oferece programações em diversas linguagens artísticas, atividades físico-esportivas e de turismo social, programas de saúde, educação para sustentabilidade, para a diversidade e para acessibilidade, alimentação, programas especiais para crianças, jovens e pessoas idosas, além do Sesc Mesa Brasil – programa institucional de combate à fome e ao desperdício de alimentos. O Sesc desenvolve, assim, uma ação de educação não formal permanente com o intuito de valorizar as pessoas ao estimular a autonomia, a convivência e o contato com expressões e modos diversos de pensar, agir e sentir.

Sobre a Fundação Bienal de São Paulo
Fundada em 1962, a Fundação Bienal de São Paulo é uma instituição privada sem fins lucrativos e vinculações político-partidárias ou religiosas, cujas ações visam democratizar o acesso à cultura e estimular o interesse pela criação artística. A Fundação realiza a cada dois anos a Bienal de São Paulo, a maior exposição do hemisfério Sul, criada em 1951, e suas mostras itinerantes por diversas cidades do Brasil e do exterior. A instituição é também guardiã de dois patrimônios artísticos e culturais da América Latina: um arquivo histórico de arte moderna e contemporânea referência na América Latina (Arquivo Histórico Wanda Svevo), e o Pavilhão Ciccillo Matarazzo, sede da Fundação, projetado por Oscar Niemeyer e tombado pelo Patrimônio Histórico. Também é responsabilidade da Fundação Bienal de São Paulo a tarefa de idealizar e produzir as representações brasileiras nas Bienais de Veneza de arte e arquitetura, prerrogativa que lhe foi conferida há décadas pelo Governo Federal em reconhecimento à excelência de suas contribuições à cultura do Brasil.

Serviço
36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática 
Itinerância Santos – Sesc Santos
curadoria: Thiago de Paula Souza
arquitetura: Tiago Guimarães

visitação, 9 abr – 21 jun 2026
ter – sex
9h30 – 21h
sáb, dom e feriados
10h – 18h

Sesc - Santos
R. Conselheiro Ribas, 136 - Aparecida Santos, SP
entrada gratuita

Visitas agendadas para grupos:
agendamento.santos@sescsp.org.br