POR DENTRO DA POLÍTICA DA BAIXADA SANTISTA

Cristina e Paulinho Wiazowski decidem deixar o PP e retornar ao PSD

Prefeita de Mongaguá e o marido, que governou a Cidade entre 2009 e 2012, devem assinar a ficha de filiação neste sábado, assim como o vice-prefeito de Guarujá, Toninho Salgado (SD)

18/03/2026 - quarta às 03h00

O retorno
A prefeita de Mongaguá, Cristina Wiazowski, e o marido, Paulinho Wiazowski, estão com os dias contados no PP. O casal decidiu retornar ao PSD. O anúncio deverá ser oficializado no próximo sábado, quando está programado um grande evento do partido nos Arcos do Valongo, no Centro de Santos, para marcar a chegada do deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) ao partido.

Aproximação com Kassab
Paulinho, que governou Mongaguá entre 2009 e 2012, iniciou a trajetória política em 1994 no extinto PFL, que depois se transformou em DEM, partido pelo qual foi eleito chefe do Executivo. Uma das principais lideranças da sigla era o atual secretário de Estado de Governo e Relações Institucionais, Gilberto Kassab, que fundou o PSD, em 2011. O ex-prefeito chegou ao PSD em 2014 e logo se tornou coordenador regional da agremiação na Baixada Santista. Naquele ano, comandou a campanha de Kassab ao Senado na região.

Vice pelo PSD
Cristina também estava filiada ao partido na década passada. Na eleição suplementar de 2018, ela concorreu a vice-prefeita na chapa encabeçada pelo advogado Renato Donato (PSB). Porém, o pleito foi declarado ineficaz pela Justiça Eleitoral, pois o Supremo Tribunal Federal (STF) extinguiu o motivo da realização daquela disputa. 

Mudança estratégica
Em 2024, Mongaguá era administrada por Márcio Cabeça (Republicanos), o único prefeito da Baixada Santista que declarou apoio, ainda no primeiro turno de 2022, à candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao Palácio dos Bandeirantes, tendo Felicio Ramuth (PSD) como vice. Diante desse cenário e da aproximação entre Republicanos e PSD, o casal Wiazowski optou por se filiar ao PP como uma estratégia para evitar riscos políticos e eventuais movimentos inesperados no tabuleiro eleitoral de 2024.

De volta
Conforme apurado pela coluna, quem também deve reforçar os quadros do PSD na Baixada Santista é o vice-prefeito de Guarujá, Toninho Salgado. O atual integrante do Executivo já esteve na sigla entre 2016 e março de 2024, quando decidiu migrar para o Solidariedade (SD) com o objetivo de disputar, pela primeira vez, a Prefeitura, após três mandatos consecutivos como vereador. Após negociações e articulações políticas, acabou integrando a chapa encabeçada por Farid Madi (Pode), que saiu vitoriosa nas urnas.

Ministro em Santos
A Polícia Federal, em Santos, ganhará uma nova sede em uma área cedida pelo Governo Federal, ao lado do Terminal Pesqueiro Público de Santos (TPPS), na Ponta da Praia. Amanhã, às 15h30, será assinado um convênio para a elaboração do projeto executivo do prédio, que terá dez pavimentos e deverá ficar pronto somente em 2029. A solenidade deverá contar com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos).

Maior faturamento
A Câmara dos Deputados aprovou ontem o regime de urgência para 12 propostas, ou seja, elas podem ser votadas diretamente no plenário, sem passar pelas comissões da Casa. Uma dessas matérias é o Projeto de Lei Complementar 108/21, de autoria do senador Jayme Campos (União-MT), que prevê o aumento do teto da receita bruta anual para enquadramento como Microempreendedor Individual (MEI) de R$ 81 mil para R$ 130 mil. A proposta também busca permitir que o MEI contrate até dois empregados e não apenas um, como ocorre hoje. 

Participação ativa
O texto final dependerá de uma negociação com o Governo Federal, em especial com os ministérios da Fazenda e do Empreendedorismo, devido ao impacto fiscal que será provocado com as mudanças para os MEIs. Esse assunto conta com o envolvimento direto da Secretaria Nacional de Ambiente de Negócios, comandada pelo jornalista santista Maurício Juvenal.