POR DENTRO DA POLÍTICA DA BAIXADA SANTISTA

Entidades do setor químico sobem o tom e cobram ações do Governo Federal

Documento assinado por lideranças empresariais e sindicais menciona impactos diretos na Baixada Santista, com encerramento de unidades e fechamento de postos de trabalho

28/01/2026 - quarta às 03h00

Alerta químico
Entidades representativas dos trabalhadores e da indústria química e petroquímica entregaram, na última segunda-feira, uma carta ao vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), cobrando uma solução urgente para o Regime Especial da Indústria Química (Reiq). A iniciativa ocorre em meio ao agravamento da crise do setor, marcada pelo fechamento de fábricas, redução de turnos e demissões, com efeitos já sentidos em municípios da Baixada Santista, como Cubatão.

Pedido com prazo
No documento, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), André Passos Cordeiro, o secretário-geral da Secretaria Nacional dos Químicos da Força Sindical e presidente do Sindicato dos Químicos da Baixada Santista, Herbert Passos Filho, e outras lideranças defendem que, se possível, ainda em janeiro, o Governo Federal apresente uma definição concreta sobre o Reiq, diante dos vetos impostos à Lei 15.294/2025, que instituiu o Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química. Segundo os signatários, a indefinição regulatória tem produzido impactos imediatos e severos sobre o emprego, a renda e a capacidade produtiva do setor no País.

Empregos em risco
O texto destaca que os postos de trabalho eliminados são, em sua maioria, altamente qualificados e dificilmente recompostos. O temor é de que a continuidade desse processo aprofunde a desindustrialização e comprometa a soberania produtiva do País, atingindo toda a cadeia petroquímica.  

Cenário externo hostil
As organizações também chamam a atenção para o ambiente internacional adverso, marcado por excesso de capacidade produtiva em outros países, subsídios externos e práticas comerciais agressivas. Sem instrumentos de política industrial, como o Reiq, afirmam, a indústria brasileira fica exposta a uma concorrência considerada assimétrica.

Prejuízo milionário
Em menos de um mês, Mongaguá foi duramente castigada por chuvas intensas em três ocasiões, causando transtornos à população em razão das inundações de diversos pontos da Cidade. A estimativa da Prefeitura é que os estragos causados aos equipamentos e espaços públicos do Município sejam superiores a R$ 2 milhões. 

Avaliação técnica
Diante desse cenário, a Administração Municipal firmou uma parceria técnica com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP) para que sejam produzidos, de forma gratuita, laudos técnicos a fim de registrar os danos causados nos prédios e espaços públicos, como o Ginásio Jacozão e a quadra poliesportiva da Vila Atlântica. Com esses documentos em mãos, a prefeita Cristina Wiazowski (PP) pretende buscar recursos estaduais e federais para viabilizar as intervenções necessárias.

Pintou o vice?
O presidente da Assembleia Legislativa, André do Prado (PL), tem sido presença constante nos eventos nas cidades da Baixada Santista ao lado do governador Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos). Na bolsa de apostas, o parlamentar, figura muito próxima do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, é um dos nomes cotados para ser o vice do chefe do Executivo paulista nas eleições deste ano.

Fortes sinais
Na última segunda-feira, durante a entrega das 574 unidades do Conjunto Habitacional Santos AB - Prainha 2, no Bom Retiro, Tarcísio afirmou que Prado está fazendo a diferença no Legislativo e declarou, de forma enfática, que o governo "não faria nada" se não fosse o apoio dos deputados e, em especial, do presidente, pois garantiram a condição necessária para que o Estado tenha mais recursos para investimentos.

Parceiro leal
Apesar das especulações, o vice-governador Felício Ramuth (PSD) segue como o nome mais provável para permanecer na chapa. De perfil discreto e agregador, ele tem demonstrado lealdade ao governador e é uma presença constante em agendas oficiais na Baixada Santista.

Agora vai
Representantes da empresa portuguesa Mota-Engil assinam hoje, no Palácio dos Bandeirantes, o contrato para a construção do túnel Santos-Guarujá. Aguardada há quase um século pelos moradores da Baixada Santista, essa obra receberá recursos dos governos Federal e do Estado. A expectativa é que o projeto comece a sair do papel ainda neste ano.

Lula no exterior
Ao contrário do que muitos imaginavam, esse momento histórico para a região não contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O petista viajou para o Panamá, na América Central, onde participa hoje e amanhã do Fórum Econômico Internacional América Latina e Caribe.

Na mira do MPF
No último dia 19, o Ministério Público Federal abriu um inquérito para investigar possíveis irregularidades no contrato firmado entre a Autoridade Portuária de Santos (APS) e a Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico de Engenharia, que foi contratada, por dispensa de licitação, pelo valor de R$ 72 milhões para prestar serviço de assessoria técnica no acompanhamento, gerenciamento e controle do projeto do túnel Santos-Guarujá.