Coluna Flashback: Telesp, orelhões e a comunicação em Santos
Quem está na faixa dos 50 anos para cima lembra a dificuldade que era para usar telefone público ou falar com outra cidade
03/02/2022 - quinta às 15h12Nesse mundo de transformações tecnológicas diárias, pode parecer até uma piada, mas pra quem está na faixa dos 50 anos de idade pra cima lembra muito bem do desafio da comunicação análoga, sem celulares, e um pouco pra trás (anos 70) das cabines e centrais telefônicas e das (caras) fichinhas prata de DDD para falar em outro Estado!
A cidade era uma das principais praças de atuação da empresa de telecomunicações: a Telesp. Por aqui, uma estrutura tecnológica para atender Santos e região no DDD 013!
Acredite se quiser, até a década de 90, uma ligação para São Vicente era considerada “interurbano” mesmo tendo o mesmo 013 antes dos números telefônicos.
O Gonzaga concentrava centrais telefônicas – uma delas marcante na galeria que cruza a Marechal Deodoro com a Floriano Peixoto. Lá, você pedia a ligação para outro Estado e ia a uma cabine para poder falar com seu parente distante.
As fichas telefônicas enchiam os bolsos. Afinal, qual pai ou mãe não mandava você ligar de algum orelhão espalhado pela cidade para dar notícia de seu paradeiro?
Outra marcante lembrança eram as cores que definiam os carros e propagandas da Telesp: o azul-marinho com o laranja.
Tivemos uma fase onde as fichas foram aposentadas e usávamos cartões com variados números de créditos: 20, 30, 60 e 100 que era a pura ostentação!
Pra fechar, nunca esqueceremos que para saber a hora certa, bastava digitar três números: 130 para ouvir a voz da moça dizendo: Telesp informa... e as horas!
Quem viveu... viveu!!