CUIDADO COM O NOVO GOLPE

Especialista em direito do consumidor dá dicas para não cair em novo golpe que usa Pix e QR Code

Criminosos falsificam faturas de empresas e enviam para as vítimas fazerem o pagamento

03/02/2022 - quinta às 15h03
Muitos são atraídos por descontos oferecidos para pagamentos com essas tecnologias - (foto: Freepik)

Entre os tantos benefícios que o avanço da tecnologia traz está a comodidade para controlar a vida financeira por meio da internet. Mas para não ter nenhum tipo de dor de cabeça, é preciso ficar atento.

Criminosos encontraram uma nova forma de aplicar golpes por meio de pagamentos via Pix ou a tecnologia QR Code. Eles falsificam faturas de empresas e enviam para as vítimas fazerem o pagamento pelo aplicativo bancário, recebendo na mesma hora o dinheiro.

"O primeiro aspecto que o consumidor deve ficar atento é sobre a procedência da fatura recebida. Se eu não estou acostumado a receber faturas por e-mail e chega uma, se sou cliente de uma empresa e recebo fatura de outra, se recebo fatura de uma operadora da qual eu nunca tive linha, ou ainda se recebo alguma cobrança com valor fora da realidade que costumo pagar, há alguma coisa estranha e o pagamento não deve ser realizado", explica Rafael Quaresma, advogado mestre e doutor em Direito do Consumidor.

Mesmo estando atento às dicas de Rafael, muita gente se confunde com as faturas falsas, que são copiadas de maneira quase idêntica às originais. Os cibercriminosos imitam o visual das faturas ou sites das empresas reais, criam e-mails mascarados (remetentes) para simular os oficiais e ainda oferecem desconto de 5% nos pagamentos via QR Code.

"Se o consumidor é cliente da operadora, costuma receber a fatura por e-mail e se ela chegou com QR Code, é importante verificar se ela traz também o código de barras na formatação das concessionárias de serviço público, ou seja, com quatro grandes blocos de números. Isso tem que ser observado pelo consumidor", afirma Rafael.

Caso a pessoa venha a cair em um desses golpes, o que precisa ser analisado é se esse erro foi perceptível, onde faltou atenção por parte do consumidor, ou se é imperceptível, quando o golpe é tão bem articulado que mesmo com muita atenção pega o consumidor que não teria como verificar a fraude.

"Se o consumidor não contribuiu com a situação, a responsabilidade será do fornecedor, que também precisa zelar pelos dados do cliente e tem que arcar com o prejuízo. Se um boleto falso foi pago e a pessoa não tinha como saber, o fornecedor dá a quitação daquele boleto. Mas precisa ser analisado caso a caso para saber o que fazer", diz Rafael.

Confira outras dias para não cair nesse tipo de golpe: