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Guarujá aplicou a vacina antirrábica em 650 cães e gatos em 2025

Vacinação acontece de segunda a sexta-feira, mediante agendamento prévio

da Redação

24/04/2025 - quinta às 14h45

O serviço de Vacinação Antirrábica acontece de forma permanente em Guarujá, mesmo após a campanha ter sido suspensa pelo Governo do Estado de São Paulo, em 2021. Somente no primeiro trimestre de 2025, 650 cães e gatos foram imunizados contra a raiva no Município. O agendamento é feito pelo telefone (13) 3355-6306 ou pessoalmente na Unidade de Vigilância em Zoonoses (Av. Adriano Dias, 303 – Boa Esperança) de segunda a sexta-feira, das 8h às 12 horas e das 13 às 17 horas.

 

Entre os critérios necessários para agendar, os animais precisam ter mais de três meses e boas condições de saúde. Após a vacina, não poderão tomar banho por 10 dias e nem passar por procedimentos cirúrgicos por 30 dias. Os tutores devem comparecer munidos de RG ou CPF e carteira de vacinação do animal, se houver. Caso não possua, a Zoonoses emite o documento.

 

Segundo o médico veterinário Ramiro Martins, Guarujá tem uma extensa área verde com diversos animais silvestres que podem ser encontrados no meio urbano, como saruês, capivaras e morcegos, potencialmente transmissores da raiva. "A doença é do gênero Lyssavirus e possui cinco variantes antigênicas circulantes: AgV1 e AgV2 (isoladas de cães), AgV3 (isolada de morcegos hematófagos, Desmodus rotundus), AgV4 e AgV6 (isoladas de morcegos insetívoros)", explica Ramiro.

 

Apesar de a enfermidade ser mais comum em morcegos, o veterinário destaca que a Unidade de Vigilância em Zoonoses está em constante monitoramento desses animais e eles não devem ser exterminados, pois têm papel fundamental na natureza. "Eles polinizam flores assim como as abelhas, consomem milhares de insetos, inclusive o Aedes aegypti – transmissor da dengue – e trabalham reflorestando ao comerem frutas e sementes", afirmou.

 

Vale destacar que, historicamente no Município, são encontrados morcegos contaminados com a raiva (apesar de não ser rotina), mas nunca em humanos, cães ou gatos. Capivaras e Saruês são potenciais transmissores.

 

Ao avistar morcegos residindo com humanos, é necessário contatar a Zoonoses para que sejam manejados. Já os morcegos caídos são encaminhados para exames. Outros animais silvestres são recolhidos pela Guarda Civil Municipal (GCM) – telefone 153 – e Polícia Militar Ambiental (190) e destinados ao Centro de Pesquisa e Triagem de Animais Selvagens (Ceptas). Confirmada a infecção, a Unidade de Vigilância em Zoonoses é notificada e desencadeia as ações de prevenção.

 

Sintomas aparecem entre 30 e 50 dias após mordida

Com uma taxa de mortalidade de quase 100%, segundo o Ministério da Saúde, os sintomas da raiva em humanos aparecem entre 30 e 50 dias após a mordida de um animal infectado e incluem febre, delírios, espasmos musculares, convulsões, paralisia e parada cardiorrespiratória. Em animais, a raiva é transmitida principalmente através da saliva e causa agressividade, medo da água, dificuldade para respirar e fraqueza muscular.

 

Especialistas advertem que a doença pode causar sofrimento e disseminação tanto para outros animais como humanos. A vacinação preventiva em animais domésticos, especialmente cães e gatos, é essencial para controlar sua propagação.

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