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Encenação 2026 marca encontro de gerações em São Vicente

Maior espetáculo em areia de praia do mundo acontece de 21 a 24 de janeiro, na Praia do Gonzaguinha

Da Redação

06/01/2026 - terça às 14h29

A história de São Vicente se confunde com as próprias raízes do descobrimento do Brasil. Em 22 de janeiro de 1532, Martim Afonso de Sousa decretou a fundação da Vila de São Vicente, a Primeira Cidade do país. Para manter viva essa memória e transmiti-la às futuras gerações, a Encenação da Fundação da Vila de São Vicente consolidou-se, ao longo das décadas, como uma das maiores manifestações culturais do Brasil e um verdadeiro patrimônio da história nacional.
 

De 21 a 24 de janeiro, o maior espetáculo em areia de praia do mundo invade a Praia do Gonzaguinha (Praça Tom Jobim), reunindo tradição, inovação e emoção em um roteiro encantador, que transforma a orla vicentina em um grande palco a céu aberto.
 

Com o tema "O Chamado dos Elementos" (água, fogo, terra e ar), a obra retrata a chegada dos portugueses à Primeira Cidade do Brasil, o contato e os conflitos com os povos originários e todo o processo que culminou no nascimento de São Vicente, conectando passado, presente e futuro em uma narrativa sensível e impactante.
 

Nos bastidores, mais de 600 pessoas participam de um intenso trabalho de organização e produção para garantir uma experiência única ao público. Entre elas está Ulisses Garavatti, que há 33 anos integra a Encenação, participando de todas as edições. Apesar da longa trajetória, a emoção permanece intacta.
"Toda edição tem sua importância, cada qual com as suas particularidades. Todo ano parece a primeira vez. É a comunidade engajada para contar a história da Cidade que amamos", afirma.
 

Essa conexão entre gerações também é representada por Leonardo Dantas, que há 15 anos faz parte do elenco e vê no espetáculo uma missão de vida.
"É um grande marco comemorar 15 anos de trajetória na Encenação. Ela é parte da minha vida. É a primeira vila do Brasil, uma história diretamente conectada à do nosso país", destaca.
 

Neste ano, a Encenação promete ir além do espetáculo teatral e se transformar em um verdadeiro festival cultural, com área imersiva equipada com tela holográfica; esculturas produzidas a partir de pneus, retratando elementos da história da Cidade; feira de empreendedorismo; espaço gastronômico; e apresentações temáticas de artistas locais, na Praça 22 de Janeiro, antes do início das apresentações.
 

A proposta artística também busca ampliar o olhar sobre a história. "Iremos reproduzir o ponto de vista dos portugueses e também dos povos originários, trabalhando a representatividade dos quatro elementos. A terra e o fogo simbolizam os indígenas — o fogo como resistência e a terra como sustento — enquanto o mar e o vento representam os portugueses, impulsionando as caravelas até o novo continente. Trabalhamos com um olhar de sustentabilidade, provocando reflexão e oferecendo contrapartidas aos povos originários", explica o diretor e produtor musical Júlio César Viana Morais.
 

Para o prefeito Kayo Amado, a Encenação é um dos principais símbolos da identidade vicentina.

"Não há evento que se conecte mais aos 500 anos de São Vicente do que a própria Encenação. A expectativa é integrar cada vez mais o espetáculo ao Plano dos 500 anos, mostrando que a Cidade pensa seu passado, presente e futuro de forma estruturada e coletiva".
 

A arena da Encenação contará com estrutura para receber até 4 mil pessoas por noite. Nos próximos dias, a Prefeitura de São Vicente divulgará, em seus canais oficiais, as informações sobre o formato e a aquisição dos ingressos.

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