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PESQUISA BADRA 2025 - SANTOS

Aprovação de Rogério Santos se mantém em alta e fecha o ano com 67,2% em Santos

Levantamento aponta maioria vendo a cidade "em desenvolvimento" e sinaliza força da zeladoria; saúde e ensino ainda puxam avaliação para baixo

Pedro Juvenal

20/01/2026 - terça às 00h01

A gestão do prefeito Rogério Santos chega ao fim do primeiro ano de mandato com aprovação consolidada entre os eleitores de Santos. Levantamento presencial do Instituto Badra, realizado em 5 de dezembro com 1.060 moradores-eleitores, mostra que 67,2% aprovam a administração municipal, enquanto 17,5% desaprovam e 15,3% não souberam opinar.

 

O dado de dezembro não apenas confirma a força política do prefeito como também revela um comportamento típico de cidades com forte identidade urbana e alto grau de cobrança social: apoio majoritário, mas acompanhado de um eleitorado que observa de perto o desempenho cotidiano, especialmente em áreas sensíveis como saúde, educação e mobilidade.

 

 

Evolução do desempenho: alta nos 100 dias, estabilidade no ano

Um dos destaques do caderno é o gráfico de evolução da percepção sobre o desempenho do prefeito, que sugere um cenário de crescimento rápido no início e estabilização no decorrer do ano.

 

A pesquisa aponta que Rogério Santos saiu de 66,5% de aprovação nos 100 dias (abril) para 63,9% em agosto (8 meses), chegando a 67,2% em dezembro (1 ano).

 

Na prática, o retrato é de uma gestão que conseguiu ganhar musculatura política ao longo de 2025, mantendo o patamar no fim do período, um indicativo de estabilidade administrativa em um município que costuma oscilar entre expectativas altas, demandas por zeladoria e pressões naturais de uma cidade com dinâmica econômica regional.

 

 

Avaliação geral: “ótimo/bom” soma 51,3%

Na avaliação por conceito, os entrevistados classificaram o governo municipal como: Ótimo, 12,1%; Bom, 39,2%; Regular, 38,1%; Ruim, 6,0%; Péssimo, 3,2%; e não sabe, 1,3%. A soma de ótimo + bom (51,3%) supera com folga o campo negativo (ruim + péssimo = 9,2%), mas é o bloco do “regular” que chama atenção: 38,1%.

 

Esse volume de avaliações medianas costuma funcionar como “faixa de disputa” na política local, um eleitorado que ainda não migrou para o campo crítico, mas que também não concede um cheque em branco. É ali, geralmente, que a agenda de serviços públicos define o humor do município.

 

Cidade em movimento: 60,4% dizem que Santos tem se desenvolvido

Ao projetar a opinião para o cenário urbano, a Badra identificou que 60,4% dos santistas acreditam que a cidade “tem crescido e se desenvolvido”. Outros 32,1% avaliam que Santos está “parada no tempo e estagnada”, enquanto 6% dizem que “regrediu”.

 

O resultado dialoga com a própria natureza de Santos: uma cidade com pulsação econômica intensa, que funciona como vitrine regional, âncora do litoral paulista e ponto de passagem, trabalho e turismo, mas que também convive com desigualdades entre bairros e pressões históricas por infraestrutura, drenagem, mobilidade e ocupação urbana.

 

Serviços públicos: zeladoria se destaca; saúde e ensino pedem resposta

Quando o levantamento mede a qualidade de serviços (em notas de 1 a 10), o maior destaque positivo aparece na zeladoria e limpeza pública, com nota média 7,1, um indicador de que a gestão tem conseguido entregar o que, para a vida real do morador, costuma ser determinante: rua limpa, manutenção e cuidado cotidiano com o espaço urbano.

 

Já em áreas estruturais, os números revelam desafios:

- Saúde pública: nota média 6,3.
- Transporte público: nota média 6,1.
- Ensino público: nota média 5,4 (além de um índice elevado de “não sabe dizer”, de 16,6%).

 

O contraste sugere uma fotografia clássica da administração municipal em grandes centros regionais. O que é visível no cotidiano urbano rende percepção positiva, enquanto áreas mais complexas, que exigem estrutura, profissionais, integração de rede e orçamento, tendem a produzir avaliações mais duras.

 

Câmara “sem dono”: 35,3% não apontam nenhum vereador como destaque

Na pergunta espontânea sobre o melhor vereador, a pesquisa traz um sinal político relevante: 35,3% responderam “nenhum deles”, e 24% disseram “não sei dizer”.

 

O nome mais citado individualmente foi Adilson Junior, com 11,9%, seguido por menções pulverizadas. Atual presidente do Legislativo local, o parlamentar ocupou a primeira posição, ao longo de 2025, em todos os levantamentos realizados pelo Instituto Badra, ou seja, também demonstra ter uma posição consolidada em termos de avaliação popular.

 

O resultado desenha uma Câmara ainda com baixa identificação popular, cenário que frequentemente amplia o protagonismo do Executivo e ajuda a explicar por que, em Santos, a discussão sobre gestão costuma se concentrar mais no desempenho do prefeito do que no debate legislativo.

 

Retrato do eleitorado ouvido

A amostra da Badra, com entrevistas presenciais e margem de erro de 3 pontos percentuais, ouviu moradores-eleitores de 16 anos ou mais, em diferentes pontos de fluxo do município.

 

O perfil registrado mostra predominância de mulheres (54,7%), faixa etária concentrada entre 25 e 44 anos (35,1%) e 60+ (29,2%), maioria com escolaridade até o ensino médio (76,6%), e renda familiar em grande parte até R$ 2.800 (49,8%) ou entre R$ 2.800 e R$ 7 mil (46%).

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