BAIXADA SANTISTA
Secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística visitou a Baixada Santista para acompanhar situação na região
Da Redação
12/01/2026 - segunda às 17h00
A secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, visitou nesta sexta-feira (09) a Baixada Santista para acompanhar a questão do abastecimento de água e avaliar os impactos das chuvas recentes na região. Em Praia Grande, equipes do Estado vistoriaram as obras da Sabesp na nova Estação de Tratamento de Água (ETA) Melvi, da Sabesp. A unidade está sendo construída ao lado da estação atual e terá capacidade para tratar 1.270 litros de água por segundo, o que significa mais água disponível para a população da Baixada Santista.
A obra faz parte de um pacote maior de investimentos no abastecimento da região. Nos próximos três anos, a Baixada Santista deve receber R$ 7,5 bilhões para ampliar e modernizar a rede de água e esgoto, valor bem acima do que era investido antes da desestatização da Sabesp realizada em 2025 pelo Governo de São Paulo.
“O Governo de São Paulo está presente na Baixada Santista para melhorar o abastecimento de água e o tratamento de esgoto. Fomos a obras e conversamos com prefeitos para combinar ações. Isso, junto a uma série de obras que viemos vistoriar, vai colocar mais água na torneira das pessoas”, afirmou Natália Resende, secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística.
A Sabesp está investindo, por ano, quatro vezes mais na Baixada Santista em comparação ao período pré-desestatização. São R$ 2 bilhões por ano ante R$ 500 milhões anteriormente. Estão sendo construídos 23 novos reservatórios que representam 130 bilhões de litros a mais na Baixada.
A modernização da ETA Melvi ajuda a tornar o sistema mais estável, tratando um volume maior de água captada. A obra deve beneficiar 650 mil pessoas das cidades de Praia Grande e da parte continental de São Vicente.
Mongaguá recebe apoio
Em Mongaguá, as equipes estaduais fizeram vistorias em áreas atingidas pelas chuvas, incluindo sobrevoo de pontos alagados. Para atender as famílias impactadas, o Estado enviou 2.100 itens de ajuda humanitária, como colchões, cobertores, cestas básicas e kits de higiene, com apoio da Defesa Civil e do Fundo Social.
Segundo o diretor do Departamento Estadual de Proteção e Defesa Civil, Tenente-Coronel Baruffaldi, o trabalho começa antes das chuvas e continua depois. “Estamos atuando de forma integrada para enfrentar os problemas das enchentes. Houve inundações severas, com pessoas desabrigadas, e o Estado prestou apoio imediato”, afirmou.
A atuação inclui monitoramento do tempo, envio de alertas à população, ajuda humanitária e também ações para reduzir novos riscos. As ações fazem parte da Operação Verão Integrada, que prevê ainda a entrega de 4.800 cestas básicas a municípios do litoral paulista. Desse total, 3.800 cestas são destinadas a cidades da Baixada Santista e do Litoral Sul.
Ainda em Mongaguá, ficou definido um plano em conjunto com a Prefeitura e a Defesa Civil, de curto, médio e longo prazo para, de fato, levar mais qualidade de vida à população.
“Esse plano, conjunto e integrado, tem o objetivo é aumentar a resiliência da cidade e melhorar a qualidade de vida da população”, destacou a secretária Natália Resende. “Vamos entrar com equipamentos em rios para melhorar o fluxo das águas e mitigar os efeitos das enchentes, com plano de macrodrenagem e microdrenagem. Estamos planejando fazer em 5km dos rios a remoção de sedimentos para melhorar a resiliência e a vida das pessoas.”
No curto prazo, estão previstas intervenções pontuais, com o uso de equipamentos em trechos específicos dos rios, para melhorar o fluxo das águas e mitigar os efeitos das enchentes, enquanto avançam os planejamentos de médio e longo prazo.
Entre essas ações, estão a elaboração de um plano de macrodrenagem, com recursos do Fehidro, e de um plano de microdrenagem. Também há diálogo com a Prefeitura para a utilização de recursos repassados pela Sabesp a cada quatro meses, destinados a iniciativas desse tipo.
Além disso, está sendo planejada uma atuação conjunta com a Prefeitura em cerca de cinco quilômetros de rio, com intervenções para a remoção de sedimentos, materiais diversos, algas e macrófitas — situação identificada durante as vistorias realizadas.
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